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VENDA IRREGULAR

Ex-funcionário do Náutico que chegou a vender ingressos com consentimento do clube aciona o Timbu na Justiça

A venda de ingressos aconteceu em dois jogos do Náutico

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 26/11/2021 às 19:24
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Ex-funcionário vendeu ingressos para receber o equivalente a salários atrasados. - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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A temporada do Náutico mal acabou e o noticiário do alvirrubro já está tomado por pautas extra-campo. Nesta sexta-feira (26), um dos principais assuntos envolvendo o clube foi o de que um ex-funcionário acionou o alvirrubro na Justiça cobrando parcelas de um acordo feito após a sua demissão. No entanto, o que chamou a atenção foi o fato de esse mesmo funcionário ter recebido ingressos do próprio clube para vender e atualizar salários atrasados. 

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Peter Gati, agrônomo e responsável pela manutenção dos gramados do clube entre fevereiro de 2018 e abril deste ano, quando foi demitido, tinha vínculo CLT com o Náutico - sua carteira era assinada pelo Instituto Wilson Campos, que é o Centro de Treinamento do Timbu e seu salário era de R$ 3 mil. 

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Em duas ocasiões, Peter recebeu ingressos para vender, sendo uma na partida que marcou o retorno do Náutico para o estádio dos Aflitos e outra na final da Série C de 2019, jogo em que o alvirrubro empatou com o Sampaio Corrêa e sagrou-se campeão. Em um dos jogos, ele tinha cinco meses de salários atrasados e oito meses em outro. Segundo a apuração do Blog do Torcedor, nas duas oportunidades o então funcionário conseguiu, com a venda dos ingressos, atingir o valor equivalente aos salários atrasados e assinou seus contracheques. 

Na primeira vez, a ideia teria partido do próprio Peter e foi acatada por Edno Melo, presidente do Náutico. Tudo foi acertado entre o funcionário, o presidente e Errisson Melo, então superintendente financeiro do clube, demitido nesta semana após denúncias de assédio contra ele. 

A demissão, o acordo e a ação na Justiça 

Em abril deste ano, Peter Gati foi demitido do Náutico. Após o desligamento, ele tentou dar entrada no seguro desemprego, mas notou que o clube não havia feito os depósitos do seu FGTS, além de ter assinado a carteira do mesmo com a função de técnico de futebol. 

Gati aceitou fazer um acordo com o Náutico, dividindo a rescisão em sete parcelas. A primeira foi paga no ato, a segunda foi paga 30 dias depois, no mês de maio. Entretanto, da terceira parcela em diante o pagamento deixou de ser feito. O ex-funcionário também não conseguiu dar entrada no seu seguro desemprego. 

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