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[Opinião] Transtornos alimentares e o peso das críticas à forma física

10 / set
Publicado por Luana Ponsoni às 13:51

Atriz rebateu críticas à atual forma física garantindo que nunca esteve tão saudável. Ela perdeu peso para viver personagem em novela. Foto: Reprodução/Instagram

A atriz Bruna Marquezine se tornou um dos principais assuntos no fim da última semana. Não por um novo papel que irá interpretar nos palcos ou na TV. Tampouco pelo romance com o craque Neymar. Mas por responder às constantes críticas ao seu corpo, publicadas em redes sociais. Mais magra, a artista recebe comentários diários apontando o quanto está “feia” ou “doente”, possivelmente com anorexia. Bruna contou que perdeu peso para viver a última personagem em uma novela. Que o emagrecimento foi 100% acompanhado por profissionais e que ela nunca esteve tão saudável. Mas nem sempre foi assim.

Há alguns anos, a atriz adoeceu justamente por se incomodar com as críticas à forma física anterior e ao característico quadril largo. Revelou que, durante três meses seguidos, ingeriu laxantes e teve as saúdes física e mental comprometidas. Bruna se disse com transtorno de imagem, mas não chegou a falar em anorexia.

Contou que se recuperou graças ao apoio da família e de psicoterapia. Em seu relato, a atriz também pediu mais responsabilidade aos comentários e críticas que as pessoas dispensam umas as outras. Em um momento em que a perfeição é cultivada ao extremo, sobretudo pela exposição estimulada pelas redes sociais, certas palavras, de fato, podem levar ao adoecimento. Não só de pessoas que vivem da imagem, mas de qualquer anônimo.

ESTATÍSTICAS

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês), 70 milhões de pessoas no mundo sofrem de algum transtorno alimentar.
Pior. Estudos a longo prazo apontam que o índice de mortes provocadas por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. De acordo com o Centro Nacional de Informações sobre Transtornos Alimentares do Canadá (Nedic, na sigla em inglês), a incidência mundial de mortes relacionadas à anorexia em mulheres entre 15 e 24 anos é 12 vezes maior que qualquer outra causa nessa faixa etária.

Portanto, não se trata de “piti” de estrela. O assunto é sério. A palavra de ordem é se amar. Esquecer rótulos, padrões. E, se possível, olhar para o próximo com mais compaixão.


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