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Batatinha frita 1, 2, 3: Leia o que diz a carta de escola alertando pais sobre série Round 6

Após sucesso da série Round 6, da Netflix, a escola se diz preocupada pelas crianças vendo cenas de "violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos e pederastia"

Giovanna Torreão
Giovanna Torreão
Publicado em 07/10/2021 às 17:44
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'Round 6' se tornou um sucesso no mundo. - FOTO: Netflix
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A carta divulgada por uma escola do Rio de Janeiro sobre repercussão da série ‘Round 6, da Netflix, entre os alunos viralizou na internet. A direção da Escola Aladdin enviou o comunicado aos pais e responsáveis e se mostrou preocupada com o fato de muitos os estudantes do Ensino Fundamental, cujos alunos têm até 14 anos, estarem assistindo à produção da Netflix, que se tornou uma das séries mais vistas da história da plataforma de streaming.

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Na carta, a escola destaque que, ao longo dos nove episódios, ‘Round 6’ conta cenas de “violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, pederastia e palavras de baixo calão”. 

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Na carta, a direção da escola explica que ficou sabendo da série ‘Round 6’ por meio de crianças de 7 e 8 anos, que nos horários de intervalo, estavam comentando sobre e brincando dos jogos apresentados, que na série são relacionados aos assassinatos dos personagens.

A coordenadora pedagógica do Jardim-Escola Aladdin, Fabiana Barreto, considera que a "a série traz um teor inapropriado para a idade dos alunos". "Sentimos necessidade de emitir esse alerta aos responsáveis. Muitos pais nos agradeceram, e o que está nos surpreendendo é que isso repercute além da comunidade escolar. Alcançou uma proporção maior e abriu um debate”, completa, em entrevista ao jornal O Globo.

Após o comunicado viralizar nas redes sociais, o tema passou a ser debatido entre especialistas em educação. Segundo a presidente da Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro, Katia Telles Nogueira, os pais devem exercer algum nível de controle sobre o conteúdo assistido pelas crianças. 

“Proibir pura e simplesmente um adolescente de ver ‘Round 6’ é algo mais complexo. Os pais devem estar juntos dos filhos, gerenciando os horários a que eles têm acesso ao computador e ao streaming e propondo que a família assista à série junto. As crianças gostam dessa onda de K-pop. Elas ouvem as músicas e, muitas vezes, são atraídas para esse tipo de ação coreana. O que mais aconselho é a conversa entre pais e filhos. E se é para brincar, que seja fora da tela. Temos que tirar as crianças da tela. Este é nosso lema: menos tela, mais ação”, explica Katia.

Leia a íntegra da carta da direção da Escola Aladdin:

“CARTA ABERTA AOS PAIS E RESPONSÁVEIS
Prezados,

A parceria entre escola, família e sociedade é fundamental para o sucesso da Educação. Sendo assim, nosso objetivo com esta carta é alertar aos responsáveis sobre algo que temos escutado durantes os dias com nossos alunos e tem nos chamado atenção.

No dia 17 de setembro de 2021, foi lançada na NETFLIX a série ‘ROUND 6’. A série coreana, com classificação etária de 16 anos, está batendo os ‘records’ de audiência, inclusive nas redes sociais como: Facebook, Instagram e Tik Tok.

O conteúdo da série que contém: violência explícita, tortura psicológica, suicídio, tráfico de órgãos, cenas de sexo, pederastia, palavras de baixo calão entre outras coisas tem sido assunto entre nossos alunos durante o recreio e horários livres.

A série, utiliza-se de brincadeiras simples de criança como: ‘Batatinha frita 1,2,3’, ‘Cabo de guerra’, ‘Bolas de gude’ e outras, para assassinar a ‘sangue frio’ as pessoas que não atingem o objetivo final. O que nos causa preocupação é a facilidade com que as crianças acessam esse material.

Lembramos, apenas para informação, que canais de Streaming como a NETFLIX e outros possuem a ‘Restrição de visualização por classificação etária’, uma ferramenta preciosa para que nossas crianças acessem somente o conteúdo apropriado à sua idade.

Sabemos que é responsabilidade da família decidir o que é melhor para suas crianças, mas enquanto educadores temos o dever de alertar e honrar o compromisso com a Educação. Certos de sua compreensão, nos colocamos a disposição para qualquer esclarecimento que se faça necessário.

Atenciosamente, Direção”

* com informações do jornal O Globo

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