CONSEQUÊNCIAS

SES registra 19 casos de pessoas com sintomas após contato com óleo

Casos são considerados leves, mas a Secretaria afirma que número deve subir nos próximos dias

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 25/10/2019 às 15:56
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Foto: Bruno Campos/JC Imagem
Casos são considerados leves, mas a Secretaria afirma que número deve subir nos próximos dias - Foto: Bruno Campos/JC Imagem
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As consequências para a saúde de quem teve contato com o óleo que está aparecendo no litoral nordestino desde o final de agosto já começam se manifestar.  Do início desta semana até a última quinta-feira (24), a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) foi notificada sobre a ocorrência de 19 casos de pessoas apresentando sintomas após o contato com o óleo, todos em processo de investigação pelas equipes de Vigilância em Saúde das SES-PE, sendo 17 destes no município de São José da Coroa Grande e dois em Ipojuca, ambos no litoral sul de Pernambuco. 

De acordo com o Centro de Vigilância e Resposta às Emergências em Saúde Pública da Secretaria Estadual de Saúde, o número deve aumentar nos próximos dias e os casos registrados até o momento são considerados leves. Os pacientes apresentaram sintomas como vômito, náusea, vermelhidão na pele, ardência nos olhos e dor de cabeça. O protocolo de atendimento para estes casos recomenda o tratamento de acordo com os sintomas. 

Além do contato com o óleo, o uso indevido de solventes para a retirada da substância também pode agravar a situação. A SES reitera a recomendação de nunca usar solventes como querosene, gasolina, álcool, acetona e tiner para a remoção, já que esses produtos podem ser absorvidos e causar lesões na pele. A indicação é utilizar óleo de cozinha (óleos de origem vegetal), ou outros produtos contendo glicerina ou lanolina. 

EPIs

Durante as atividades de retirada do óleo, recomenda-se evitar o contato direto com a substância por meio do uso de máscara descartável; luvas de borracha resistente; botas ou galochas de plástico ou outro material impermeável. Também não se deve usar tênis, chinelo, bota de trilha nem ir descalço. É importante vestir roupas que cubram as pernas e os braços, se possível, de material impermeável. Além disso, não é recomendada a participação de crianças, gestantes e doentes crônicos nos mutirões de limpeza.

Visitas 

Desde o início da semana, equipes da Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual de Saúde realizam visitas de campo nas praias onde ocorrem os mutirões de limpeza do óleo, assim como nas unidades de saúde. Até agora, foram visitados os municípios do Cabo de Santo Agostinho (Praia do Paiva, Suape, Itapuama, Calhetas, Gaibu), São José da Coroa Grande, Goiana (Praia de Catuama e Ponta de Pedra) e Itamaracá (Praia do Pilar, Forte Orange e Jaguaribe), além de Barra de Jangada e Janga.

Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco 

O Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox), que funciona como uma central para sanar dúvidas e orientar a população e profissionais de saúde sobre os casos de intoxicações exógenas e acidentes com animais peçonhentos, também está preparado para atender a demanda. 

O contato pode ser feito por meio do telefone 0800 722 6001. Profissionais do serviço estão aptos a tirarem dúvidas sobre exposição ao produto e aparecimento de sintomas, assim como outras orientações, como a procura pelo atendimento médico adequado em cada uma das situações. 

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