REUNIÃO

Paulo Câmara se reúne com cônsules para detalhar combate à manchas de óleo

Representantes de nove países participaram do encontro realizado no Palácio do Campo das Princesas

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 01/11/2019 às 14:02
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Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Representantes de nove países participaram do encontro realizado no Palácio do Campo das Princesas - FOTO: Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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O governador Paulo Câmara se reuniu com cônsules de nove países, na manhã desta sexta-feira (1º), no Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio, Área Central do Recife, para apresentar o trabalho realizado pelo Estado no combate às manchas de óleo que têm aparecido no litoral desde o início de setembro. O encontro foi um pedido cônsules, interessados em entender melhor como tem sido o trabalho de limpeza, monitoramento e o que se sabe até o momento sobre o desastre ambiental. 

Participaram do encontro, Maria Köenning-de Siqueira, cônsul geral da Alemanha em Recife, Alejandro Lastra, cônsul geral da Argentina em Recife, Yan Yuqing, cônsul geral da República Popular da China em Recife, John Barrett, cônsul geral dos Estados Unidos para o Nordeste, Romain Louvet, cônsul geral da França em Recife, Graham Tidey, cônsul geral da Grã-Bretanha, Gabor Zagon, cônsul geral da Itália, Jiro Maruhashi cônsul geral do Japão e Marco Melo vice-cônsul de Portugal. 

Na saída da reunião, o cônsul norte-americano John Barret comentou que o momento foi bastante útil. “É um assunto bem importante, então foi muito útil, realmente apreciamos a oportunidade. Foi uma apresentação bem preparada para nós, pudemos ver o trabalho que o governo de Pernambuco, especificamente, está fazendo. Sou da Califórnia, um estado que também fica no litoral (dos Estados Unidos) e que tem experiência com esse tipo de crise ambiental. Lamentamos este problema em Pernambuco”, disse. 

Barret acrescentou ainda que o governo americano está analisando imagens de satélite, um pedido oficial do Ministério do Meio Ambiente. “Começamos com essas análises de imagens de satélite, é um processo que já acontece há semanas. Agora só posso mencionar que as capitais - Brasília e Washington DC - estão coordenando e discutindo  mais formas de apoio”, completou. 

Preocupação com o turismo 

Também após o encontro, o Secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, pontuou que o pedido de reunião por parte dos cônsules se deu pela preocupação com o residentes e turistas desses países no Estado.  

“A preocupação deles é que existem muito residentes desses países aqui em Pernambuco, um fluxo muito grande de turistas e uma relação direta entre os países presentes e o Brasil. Eles gostariam de saber como a questão estava sendo tratada aqui em Pernambuco especificamente e por isso o governo prestou essas informações e estabeleceu essa relação mais próxima”, explicou Bertotti. 

Além de José Bertotti e do governador Paulo Câmara, que apresentou os detalhes do trabalho para os cônsules, também estiveram na reunião Luciana Santos, vice-governadora de Pernambuco, Alexandre Rebêlo, Secretário de Planejamento e Gestão, Antônio Carlos Figueira, Secretário-Chefe da Assessoria Especial e o Coronel Carlos José, Chefe da Casa Militar. 

Navio grego identificado como responsável pelo vazamento

Um navio mercante de origem grega foi identificado pela Polícia Federal como o responsável pelo derramamento de óleo no Nordeste. A informação foi divulgada no fim da manhã desta sexta-feira, enquanto representantes do governo de Pernambuco e os cônsules estavam reunidos. 

José Bertotti afirmou que o governo de Pernambuco ainda não havia recebido informações oficiais, mas destacou que há várias questões importantes a serem esclarecidas a partir da identificação deste navio. 

“Oficialmente não chegou, mas temos expectativa, já são mais de 60 dias desde que ocorreu a chegada da primeira mancha. Esperamos que não só se consiga identificar quem causou esse crime, mas que se extraia a informação mais importante: esse óleo vazou em que ponto do oceano? Qual foi a quantidade vazada? Fazer uma contraposição entre a quantidade que se conseguiu obter da quantidade vazada do que chegou às praias do Nordeste e a partir daí saber o seguinte: ainda existe óleo no oceano?”, questionou o secretário.

De acordo com a PF, o navio Boubolina, de propriedade da empresa Delta Tankers LTD, atracou na Venezuela no dia 15 de julho e o derramamento do petróleo cru teria ocorrido a 700 quilômetros da costa brasileira, como apontaram pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), entre os dias 28 e 29 de julho.

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