Com baixa adesão dos rodoviários, greve geral é enfraquecida em Pernambuco

Na manhã desta sexta-feira (30) houve registro de bloqueios e protesto menos intensos do que o dia de manifestações do mês de abril
JC Online
Publicado em 30/06/2017 às 10:20
Foto: Foto: Cortesia


O grande trunfo dos movimentos grevistas em Pernambuco parece realmente ser o transporte público. No movimento de greve geral contra o governo Temer e as reformas trabalhista e da Previdência, realizado nesta sexta-feira (30), sem a grande adesão dos rodoviários, os pontos de interdição e protestos foram mínimos, se comparados com o último ato do dia 28 de abril, e causaram menos transtornos à população. O mesmo não deve ser esperado para esta segunda-feira (3), dia em que a categoria promete cruzar os braços.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), treze trechos de rodovias federais foram bloqueados em todo o Estado. Interdições travaram o trânsito em Araripina, Ouricuri, Lagoa Grande, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e Sertânia, no Sertão; São Caetano, no Agreste, e Goiana e Paudalho, na Zona da Mata. Além de bloqueios no Recife, Abreu e Lima, Jaboatão dos Guararapes e Moreno, na Região Metropolitana.

Mesmo com a definição dos rodoviários em não aderir ao movimento e manter a circulação de ônibus, os municípios mais ao norte do Grande Recife foram prejudicados com a falta de parte da frota. Os BRTs operados pelo Consórcio Conorte não chegaram aos terminais, segundo a empresa, justamente por conta de bloqueios nas rodovias. No meio da manhã, a oposição ao sindicato dos rodoviários iniciou uma paralisação dos ônibus que estavam no Centro do Recife. O protesto só terminou por volta do meio-dia.

No metrô, a tática do horário de pico funcionou apenas na linha centro, com trens circulando das 5h às 9h. A linha sul, que atende menos da metade da demanda do transporte, não funcionou, e a alternativa dos passageiros foi pegar ônibus, ainda mais lotados.

Na capital, um único protesto foi registrado na Avenida Cruz Cabugá, próximo ao cruzamento com a Avenida Norte, na área central. Sem grande adesão, o movimento foi controlado poucas horas após ser iniciado.

Paralisaram as atividades nesta sexta-feira, os profissionais em educação da rede municipal, os professores da rede estadual de ensino, os bancários, policiais civis e auditores fiscais. O Instituto de Medicinal Legal (IML) adotou o esquema padrão de funcionamento.

Foto: Cortesia
Abreu e Lima - Foto: Cortesia
Abreu e Lima -
Sertânia -
Abreu e Lima -
Petrolina -
Abreu e Lima -
Foto: MTST PE
BR-101 - Foto: MTST PE
Foto: PRF
São Caetano - Foto: PRF
Foto: Amadeu Sarinho
BR-408 em Paudalho - Foto: Amadeu Sarinho
PRF
BR- 428 em Lagoa Grande - PRF
Engarrafamento em Bonança, Moreno -
Interdição na BR-101, no Barro -

Rio de Janeiro

A prefeitura do Rio entrou em estágio de atenção às 6h20, por causa das manifestações. Os protestos são parte de uma greve geral convocada pelas centrais sindicais contra as reformas propostas pelo governo federal e provocaram vários bloqueios de vias na cidade, segundo o Centro de Operações da prefeitura.

O estágio de atenção é um nível intermediário em uma escala de três - o de vigilância denota normalidade no trânsito da cidade e o de alerta mostra que há problemas mais graves. O estágio de atenção significa que há reflexos relevantes na mobilidade.

Brasília

Desde a 0h desta sexta-feira (30), a Esplanda dos Ministérios está fechada para o trânsito. A interdição começa na Rodoviária do Plano Piloto, sentido Palácio do Planalto. Para impedir a entrada de manifestantes com paus, pedras, granadas, barras de ferro ou qualquer material que possa ser usado como arma, policiais militares montaram vários cordões de revista nos acessos de pedestres ao local. Até mesmo os funcionários dos ministérios são abordados.

Além de 2.600 policiais militares na área central da cidade, 400 homens da Força Nacional estão, desde as 5h, fazendo a segurança patrimonial dos ministérios. Na greve geral de 28 de abril, vários prédios foram alvo de vandalismo. A operação seguirá até o fim do protesto, que têm expectativa de público, segundo a PM, de 5 mil pessoas.

São Paulo

Em São Paulo, os rodoviários também não aderiram à paralisação. O metrô funcionou parcialmente. Uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) determinou que 80% dos metroviários trabalhassem em horário de pico (das 6h às 9h e das 16h às 19h). Nos demais períodos, o efetivo deverá ser de 60%. Em caso de descumprimento, será aplicada multa no valor de R$ 100 mil.

O tribunal aplicou as mesmas regras para os rodoviários em Santo André, Mauá e região. O pedido ao tribunal foi feito pela Transportadora Turística Suzano LTDA contra o Sindicato de Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoanexo ABCDMRP e Região da Serra

Segundo a CUT, haverá a adesão de bancários, professores, petroleiros e profissionais da saúde no estado.

 

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