Desabamento

Ponte de Afogados volta a ser interditada para retirada de entulhos

De acordo com o órgão, o desvio no trânsito será feito pela Avenida Sul

Mayra Cavalcanti
Mayra Cavalcanti
Publicado em 24/05/2019 às 8:32
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Foto: Marcos Spiga/TV Jornal
De acordo com o órgão, o desvio no trânsito será feito pela Avenida Sul - Foto: Marcos Spiga/TV Jornal
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O trânsito na Ponte de Afogados, que fica na Zona Oeste do Recife, voltou a ser bloqueado, na manhã desta sexta-feira (24), para a retirada de entulhos na região, após desabamento de imóvel na tarde da última quarta-feira (22). O desabamento na construção localizada na Rua Doutor Leônidas Cravo Gama, no bairro de Afogados, deixou uma pessoa morta e 12 feridas.

O tráfego no local foi interditado pela Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) na quarta, mas foi liberado por volta das 17h50 desta quinta-feira (23). Na manhã desta sexta, o órgão volta a bloquear o tráfego para que os trabalhos sejam concluídos com segurança. De acordo com o órgão, o desvio no trânsito será feito pela Avenida Sul. Ou seja, os condutores que seguem pela Rua Imperial devem pegar, em seguida, a Avenida Sul e seguir por ela até a Rua da Paz.

Desabamento do imóvel

A construção desabou no final da tarde dessa quarta, deixando 12 pessoas feridas, incluindo três crianças e uma mulher morta. Com um ferro-velho no térreo, a edificação abrigava cinco apartamentos no primeiro andar, segundo moradores. A Prefeitura do Recife informou, por meio de uma nota, que o imóvel onde aconteceu o desabamento era uma construção irregular. Segundo o órgão, a "Diretoria Executiva de Controle Urbano (Dircon) já notificou o imóvel por diversas vezes pela construção em local irregular".

O imóvel vizinho à construção foi demolido na tarde dessa quinta-feira (23). A demolição aconteceu após a Defesa Civil atestar a necessidade. O órgão coordenador a entrada dos moradores para que retirassem seus pertences dos apartamentos. As duas edificações pertencem ao mesmo proprietário e, segundo o secretário executivo da Defesa Civil, Coronel Cássio Sinomar, foram construídas de forma irregular. "Era um prédio sem nenhum acompanhamento técnico, especializado, sem projeto. Nada disso foi apresentado", declarou o secretário.

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