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Mulher era mantida em cárcere privado dentro de prostíbulo em Toritama

De acordo com a polícia, o local era vigiado 24h por dia por câmeras de segurança e protegido por cercas elétricas

JC Online
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Publicado em 13/03/2018 às 22:10
Foto: Reprodução/TV Jornal Interior
De acordo com a polícia, o local era vigiado 24h por dia por câmeras de segurança e protegido por cercas elétricas - FOTO: Foto: Reprodução/TV Jornal Interior
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Às margens da PE-90, no município de Toritama, Agreste de Pernambuco, o que parecia ser apenas um ponto de bar escondia um centro de prostituição clandestino. Além do agenciamento de pessoas para a exploração sexual, a dona do estabelecimento, Meriele Francisca da Cruz, de 42 anos, mantinha em cárcere privado uma das mulheres que trabalhavam no bordel. O prostíbulo foi localizado nesta terça-feira (13), por volta do meio dia, após denúncia anônima.

Segundo a Delegacia de Toritama, a informação foi recebida pela Delegacia de Santa Cruz do Capibaribe. Em uma ação que envolveu as duas delegacias e Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (BEPI), o centro foi encontrado e, no local, havia duas mulheres. Uma delas está grávida.

A outra, de 32 anos, era mantida em cárcere privado desde o período de Carnaval, conforme relatos da vítima. A mulher contou que já trabalhava como prostituta no centro, no entanto, numa das vezes em que foi ao estabelecimento de Meriele, foi impedida de sair. Os policiais a encontraram debilitada, mas, por questão de segurança, não informaram se ela foi encaminhada para um hospital ou se pôde seguir para casa.

Segurança máxima

De acordo com a Polícia Civil, o espaço, que tinha alvará para funcionar apenas como bar, era vigiado 24h por dia por câmeras de segurança e protegido por cercas elétricas. Em depoimento, as vítimas afirmaram que sofriam maus tratos e eram impedidas de sair do local.

Uma das mulheres contou que chegou a ter os cabelos cortados pela dona do bar. Em entrevista à TV Jornal Interior, ela disse que recebeu o chamado de um homem, que pensou ser um cliente, para outra área afastada do bar. Chegando ao local, ela viu Meriele com uma tesoura na mão, ao lado de outra garota. "Ela começou a puxar os meus cabelos, subiu em cima de mim e começou a cortar meu cabelo e me bater", relembrou.

Meriele Francisca da Cruz foi presa em flagrante delito e levada para a Delegacia de Toritama. Ela foi autuada por rufianismo (a prática de agenciamento de pessoas para a prostituição) e cárcere privado. Nesta quarta-feira (13), ela será encaminhada para a audiência de custódia, na cidade de Santa Cruz do Capibaribe. Caso condenada, Meriele pode pegar de dois a oito anos de prisão.

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