HGV

Análise do Crea-PE aponta que estrutura do Hospital Getúlio Vargas não está comprometida

Em nota, o órgão informou que não há indicativos de comprometimento iminente da estabilidade dos blocos G1, G2 e G3 do hospital

Amanda Azevedo
Amanda Azevedo
Publicado em 05/12/2019 às 20:07
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Foto: Day Santos/JC Imagem
Em nota, o órgão informou que não há indicativos de comprometimento iminente da estabilidade dos blocos G1, G2 e G3 do hospital - FOTO: Foto: Day Santos/JC Imagem
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Uma análise feita pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), divulgada nesta quinta-feira (5), apontou que não há indicativos de comprometimento iminente da estabilidade dos blocos G1, G2 e G3 do Hospital Getúlio Vargas (HGV), localizado no Cordeiro, Zona Oeste do Recife. A interdição no bloco G3, no entanto, continua.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), a Defesa Civil de Pernambuco (Codecipe) emitiu, também nesta quinta-feira (5), nova nota técnica ressaltando não haver evidências técnicas que demandem interdição de novos espaços do hospital, além dos já interditados no bloco G3.

Leia a nota do Crea-PE

Interdição ética do HGV

Com os novos laudos, a SES-PE espera que enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem voltem ao trabalho. Na noite desta quarta-feira (4), o Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE) decidiu a favor da interdição ética dos serviços de enfermagem nos blocos G1, G2 e G3.

"Nossa preocupação era dar uma resposta à sociedade de que o HGV continua, apesar do evento ocorrido, com as mesmas condições de antes. As instalações físicas estão mantidas, as condições de trabalho também. Os trabalhadores e a sociedade estão com garantias traduzidas nos laudos", disse o secretário executivo de Gestão Estratégica e Participativa da SES-PE, Humberto Antunes em coletiva nesta quinta-feira (5).

Interdição de bloco do HGV

Por volta das 23h dessa quinta-feira (29), as pessoas que estavam na unidade de saúde ouviram um estalo na edificação. Uma equipe estava realizando uma cirurgia neurológica quando o piso da sala de cirurgia tremeu e houve o barulho. Ao término do procedimento, os pacientes do centro cirúrgico e da recuperação foram transferidos para outros setores. A Defesa Civil foi acionada e interditou parte do prédio.

De acordo com funcionários, que não quiseram se identificar, é possível ver diversas rachaduras dentro do hospital. Na área que foi interditada, inclusive, existem rachaduras e buracos no teto. Equipes do Corpo de Bombeiros estiveram na unidade. Sobre o caso, o órgão enviou uma nota informando que foi acionado por volta da 1h20 e que foram identificadas rachaduras no prédio. Três blocos foram isolados e foi feita a evacuação dos pacientes. "Não houve vítimas provenientes dessa atuação, nem tumultos durante os procedimentos. A Codecipe realizou vistorias e no local e, após análise, interditou apenas o 3º bloco da unidade", diz a nota.

Segundo a secretaria, setores como o laboratório foram acomodados em outros espaços e as salas de cirurgia estão sendo readequadas. Também houve remanejamentos de salas para que as consultas do ambulatórios pudessem ser realizadas, o que possibilitou manter média de 400 atendimentos ambulatoriais por dia, de acordo com a pasta.

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