Morte oficial de Gugu foi constatada um dia antes da divulgada pela assessoria

Apresentador morreu após sofrer acidente ao cair do sótão de sua casa em Orlando, nos Estados Unidos

Foto: Antonio Chahestian/Record TV
Apresentador morreu após sofrer acidente ao cair do sótão de sua casa em Orlando, nos Estados Unidos - FOTO: Foto: Antonio Chahestian/Record TV

Após mais de um mês da morte de Gugu Liberato, vítima de um acidente ao cair do sótão de sua casa em Orlando, nos Estados Unidos, o laudo médico foi liberado pelo Estado da Flórida, nessa sexta-feira (27).  De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, que teve acesso ao documento, a data oficial da morte do apresentador é indicada como 21 de novembro de 2019, um dia antes do anúncio feito pela assessoria do apresentador.

Segundo o documento, foram constatadas "contusões na cabeça e pescoço, com equimose periorbital à direita. Hemorragia subaracnóide, fraturas do osso parietal direito, fraturas na têmpora direita, hematomas subdurais bilaterais".

Já na região do torso, "contusões na parte superior direita do tórax, parte lateral direita do tórax, parte superior esquerda do tórax e parte lateral esquerda do tórax e centro do tórax". O laudo também cita uma "fratura na primeira vértebra lombar" e "contusões na coxa anterior esquerda".

Através do documento, o médico perito responsável por analisar o caso de Gugu, Joshua D. Stephany, disse que a morte do apresentador foi resultado de um traumatismo craniano. "Em consideração às circunstâncias que cercam sua morte, e após examinação do corpo, análise toxicológica e revisão da avaliação dos registros médicos, é minha opinião que a morte de Antonio Liberato, homem branco de 60 anos, que caiu através do teto de seu sótão para o chão e foi transportado para o hospital na sequência, é resultado de um traumatismo craniano", concluiu.

O exame toxicológico de Gugu Liberato indicou negativo para substâncias como etanol, acetona, metanol, isopropanol, anfetaminas, barbitúricos, benzodiazepinicos, buprenorfina, canabióides, opioides, metabolito de cocaína e fentanil.

Após a morte do apresentador, sua família decidiu doar os seus órgãos, seguindo desejo de Gugu. Seus familiares têm planos de criar uma campanha para estimular a doação de órgãos para aumentar o número de doadores no Brasil no futuro.

Mesmo após a morte de Gugu Liberato, a Record TV manteve a exibição do reality show Canta Comigo, apresentado por ele, que já estava gravado. O especial Família Record também mostrou Marcos Mion recebendo um presente de 'amigo secreto' que já havia sido comprado por Gugu.

Comoção

A morte de Gugu foi motivo de grande comoção entre os brasileiros. Com velório aberto ao público, familiares, amigos e fãs compareceram à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para dar o último adeus ao apresentador. 

Herança

Rose Miriam Di Matteo, mãe dos filhos de Gugu e companheira do apresentador, entrou na Justiça para administrar a herança deixada pelo apresentador após sua morte. A irmã de Gugu, Aparecida Liberato, também se pronunciou e deu mais detalhes sobre o testamento.

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