TURISMO

''Não quero roubar nada de Pernambuco'', diz prefeito de Salvador sobre novo Centro de Convenções

A inauguração do novo Centro de Convenções de Salvador coloca a capital baiana como forte concorrente do turismo de negócios no Nordeste

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 22/01/2020 às 11:10
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Foto: Igor Santos/Secom
A inauguração do novo Centro de Convenções de Salvador coloca a capital baiana como forte concorrente do turismo de negócios no Nordeste - Foto: Igor Santos/Secom
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Segundo o prefeito de Salvador e presidente do Democratas, Antônio Carlos Magalhães Neto, o ACM Neto, a inauguração do novo Centro de Convenções de Salvador (CCS), nesta quinta-feira (23), coloca definitivamente a capital baiana na rota do turismo corporativo e de eventos do país. "Vamos inaugurar o Centro de Convenções de Salvador, é um equipamento preparado pela Prefeitura para reposicionar a capital baiana como um dos principais destinos do Turismo de negócios de todo o Brasil", explicou o prefeito em entrevista concedida à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (22).

ACM Neto aponta que o equipamento poderá comportar eventos de porte nacional e internacional, como grandes congressos, feiras, convenções, eventos musicais e disse que todo o Nordeste ganha com a entrega da obra. "A partir desta quinta-feira, poderemos entregar esse equipamento não só à capital baiana, mas ao Nordeste como um todo, pois de certa forma quando uma capital importante do Nordeste traz investimentos, gera empregos, movimenta a economia, isso acaba impactando em toda a região", afirmou.

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Durante a entrevista, o prefeito foi questionado sobre ter conseguido "tomar" eventos de Pernambuco para Salvador e, aos risos, destacou que não pretende "roubar nada" dos pernambucanos. "Quero deixar muito claro que não quero roubar nada de Pernambuco, pelo amor de Deus, gosto muito de Pernambuco e dos pernambucanos, mas já começamos com uma pauta bem intensa, bem recheada. Só nesses primeiros 20 dias do ano já foram confirmados 30 eventos para 2020 e a pauta ainda está em aberto e outros eventos estão sendo negociados", afirmou.

OUÇA A ENTREVISTA COM ACM NETO

CONCESSÃO 

ACM destacou que a Bienal do Livro, por exemplo, será um dos eventos realizados em Salvador neste ano.  "O centro foi construído com 100% de recursos da prefeitura, mas fiz a concessão da gestão para uma empresa francesa e foi importante, pois eles trazem a expertise de saber gerenciar um equipamento e uma cadeia de relações que vai promover o destino Salvador.

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A Prefeitura de Salvador estima que só no primeiro ano do Centro de Convenções, vai ser injetado na economia da cidade mais de R$ 500 milhões. Sites baianos, inclusive, já falam sobre a expectativa de hotéis, pousadas, bares, restaurantes e de prestadores de serviços, como os taxistas, de um forte incremento nos negócios e nas receitas nos próximos anos.

O Jornal Correiro (Bahia), por exemplo, destaca que a confiança vem do fato de o turista estrangeiro que visita o Brasil a negócios ou para participar de eventos gasta, em média, US$ 329,39 por dia - quase cinco vezes mais que o turista de lazer (US$ 73,77), conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur).

O Jornal ainda lembra levantamento da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp) para mostrar que, no primeiro semestre do ano passado,  os gastos destes turistas registraram uma alta de 14,8%, saindo de R$ 4,85 bilhões, nos seis primeiros meses de 2018, para R$ 5,57 bilhões.

Ponte Salvador-Itaparica

O prefeito também falou sobre o consórcio formado por três empresas chinesas que venceu o leilão realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo, para construção da ponte Salvador - Ilha de Itaparica. Segundo ACM, o governo precisa estar aberto à iniciativa privada. "É uma construção que também cabe ao Governo do Estado, eles fizeram recentemente um leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, houve a apresentação de uma proposta por parte dos chineses, é um investimento que deve superar a casa dos R$ 4 bilhões e está em fase de discussão técnica, seja com a prefeitura ou com demais órgãos envolvidos. Tem uma regra que vale para qualquer prefeitura ou governo: quando se pode oferecer um ambiente de negócios, segurança jurídica, transparência nas relações, você tem espaço para fomentar o investimento privado. E está claro que o poder público sozinho não consegue resolver as coisas. Esse exemplo que eu trouxe do Centro de Convenções eu tenho uma empresa francesa investindo aqui e que vai explorar ele por 20 anos. E o diferencial é que o investidor tem que confiar, saber que o recurso terá retorno e para isso é fundamental ter gestão pública", afirmou.

Segundo o governo da Bahia, a gestão e administração da ponte terá duração de 30 anos. A Bolsa de Valores informou que a ponte vai ser a segunda maior da América Latina, com 12,4 km. Formado pelas empresas China Railway 20 Bureau Group Corporation – CR20; CCCC South America Regional Company S.Á.R.L – CCCC SOUTH AMERICA e China Communications Construction Company Limited – CCCCLTD, o consórcio Ponte Salvador terá um ano para elaborar o projeto e outros quatro anos para construir o equipamento.O investimento será de R$ 5,4 bilhões e o aporte do Estado será de R$ 1,5 bilhão. A previsão é que sejam gerados sete mil empregos durante a obra da ponte.

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