Odilávio

Odilávio tem liminar cassada e Náutico aguarda apresentação do jogador

Atacante havia colocado o Náutico na justiça para rescindir o contrato com o clube

Fernando Marinho
Fernando Marinho
Publicado em 13/01/2020 às 19:18
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Léo Lemos/Náutico
Atacante havia colocado o Náutico na justiça para rescindir o contrato com o clube - Léo Lemos/Náutico
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Depois do atacante Odilávio ter conseguido uma liminar para que o pré-contrato assinado com o clube não fosse validado, o Náutico recorreu da decisão e, no final da tarde desta segunda-feira (13), a desembargadora Nice Pedroso Lins de Sousa, do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª região, cassou a liminar concedida pela juíza de primeiro grau. Agora, a diretoria alvirrubra espera que o jogador se reapresente no clube para assinar um novo vínculo em definitivo, como estava previsto no pré-contrato assinado. 

"O atleta agora tem que se reapresentar ao clube, na verdade já deveria ter se reapresentado, pois ele tem um pré-contrato assinado com o Náutico que o obrigava a assinar no dia 1 de janeiro um contrato em definitivo. Com essa decisão de hoje do tribunal, na qual a desembargadora cassou a liminar concedida pela juíza de primeiro grau, o contrato continuou válido", explicou Bruno Becker, vice-presidente jurídico do Náutico, em entrevista ao repórter Antônio Gabriel, da Rádio Jornal.

Revelado nas categorias de base do Náutico, Odilávio havia ajuizado uma reclamação trabalhista no dia 11 de dezembro de 2019, alegando que o Náutico não tinha recolhido algumas parcelas do FGTS e que tinha um saldo de salário a receber. De acordo com o departamento jurídico do clube, o jogador juntou ao processo um extrato não atualizado do FGTS, induzido a juíza ao erro.

"A desembargadora entendeu que não havia atrasos de recolhimento das parcelas de FGTS no ajuizamento da ação. Agora a gente espera que o atleta se reapresente de imediato, sob pena de multa diária, por não se apresentar. Ele tem que cumprir o que estava previsto no pré-contrato, ou então, como a gente tem dito desde o início, que ele pague a multa por descumprimento do pré-contrato", declarou Bruno Becker. Caso o jogador não se reapresente, o vice-presidente alvirrubro informou que o clube vai entrar com uma ação para o juiz obrigá-lo a se apresentar sob pena de multa.

EMPRÉSTIMO

Odilávio estava emprestado ao Figueirense até o final da Série B do ano passado. Ao final do empréstimo, tanto o clube catarinense quanto o atacante manifestaram interesse em renovar o vínculo de empréstimo. O Náutico concordou em emprestá-lo novamente até o final da temporada, contanto que o jogador estendesse o vínculo com o time pernambucano. No entanto, de acordo com a diretoria alvirrubra, o empresário de Odilávio informou que o jogador não tinha interesse em renovar o contrato com o Timbu.

Sem um resguardo de um novo contrato, para lucrar em uma possível negociação futura, caso o atleta se destacasse pelo Figueirense, o Náutico encerrou as negociações para um novo empréstimo. Ao mesmo tempo, o clube catarinense se posicionou que, sem um acordo com o Timbu, Odilávio não ficaria no clube.

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