O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira (11) que o quarto "volume morto" do sistema Cantareira tem cerca de 40 bilhões de litros de água e que uma parte dele poderá ser utilizada sem a necessidade de obras de engenharia.
Leia Também
O tucano observou, contudo, que medidas de economia como a oferta de bônus, a interligação de sistemas e a utilização de válvula redutora de pressão têm tido êxito, por enquanto, na garantia do abastecimento da Grande São Paulo.
Conforme a Folha de S.Paulo revelou na terça-feira (10), o governo paulista encontrou a nova reserva de água e realiza cálculos sobre se seu consumo é viável.
"Na estação de Piracaia (SP), na [represa de] Cachoeira, verificou-se que, abaixo do chamado nível zero, há uma reserva de água que poderá ser utilizada uma parte sem obras de engenharia e outra parte com obras de engenharia. Então, seria uma quarta reserva técnica", disse.
O volume de chuvas no início de fevereiro, que já se aproxima da média para o mês, levou o governo paulista a adiar a decisão sobre a implantação de um rodízio de água na Grande São Paulo.
Nesta quarta-feira (11), o Cantareira opera com 6,4%, após subir 0,3 ponto percentual em relação ao índice do dia anterior.
"O rodízio deseja economizar mais água. Se conseguirmos isso sem precisar fechar a torneira, no entanto, é melhor", disse o tucano.
O governador informou que, nesta terça-feira (10), foi iniciada obra de interligação do rio Guaió à represa de Taiaçupeba, o que poderá transferir 1 metro cúbico de água por segundo para o sistema do do Alto Tietê.
O tucano disse também que será iniciada ainda neste mês a obra de ligação do rio Grande, braço da represa Billings, com o Alto Tietê.
Segundo ele, a expectativa é de que o projeto, que irá captar até 4.500 litros de água por segundo, fique pronto em maio.
Além da construção de 22 km de tubos, a obra envolve a implantação de uma estação elevatória, em uma área que deverá ser desapropriada.