Strauss-Kahn

Acusações contra ex-diretor do FMI são retiradas em processo sobre delitos sexuais

Strauss-Kahn é acusado de promover festas ilegais em prostíbulos na França

Da AFP
Da AFP
Publicado em 16/02/2015 às 15:03
Foto: PHILIPPE HUGUEN / AFP
Strauss-Kahn é acusado de promover festas ilegais em prostíbulos na França - FOTO: Foto: PHILIPPE HUGUEN / AFP
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Dois advogados de autores da ação judicial contra o ex-diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, acusado de proxenitismo, anunciaram nesta segunda-feira, véspera das alegações da promotoria, que vão retirar suas queixas de delitos sexuais contra o denunciado.

"As Equipes da Ação contra o Proxenetismo retiram sua acusação contra Dominique Strauss-Kahn", declarou ante o tribunal de Lille (norte da França) o advogado da associação, David Lepidi. 

Gilles Maton, o advogado que defende as quatro prostitutas envolvidas no caso, duas das quais também processavam DSK, também anunciou que elas vão abandonar as acusações contra o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional.

Strauss-Kahn, de 65 anos, se apresenta desde 2 de fevereiro a um tribunal de Lille junto com outros 13 acusados de proxenetismo com agravantes, um crime passível de ser punido com 10 anos de prisão.

DSK é acusado de ser o principal beneficiário e incentivador de festas libertinas na França e em Washington.

O político que foi durante muito tempo o favorito das pesquisas de opinião para as eleições presidenciais francesas de 2012, manteve durante todo o processo a mesma linha de defesa, de que é adepto de festas libertinas, mas não de prostitutas, e que ignorava que a condição das mulheres que participavam destas festas.

Perante o tribunal, ele declarou inocência e disse não ter cometido "nem crime, nem delito".

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