Atentado contra igreja copta no Egito deixa dezenas de mortos

Explosão ocorreu durante uma missa no município de Tanta, cidade localizada a 120 km de Cairo, capital do país
AFP
Publicado em 09/04/2017 às 8:37
Explosão ocorreu durante uma missa no município de Tanta, cidade localizada a 120 km de Cairo, capital do país Foto: Reprodução/Twitter/Adel El-Adawy


Atualizada às 13h28

Ao menos 27 pessoas morreram e 78 ficaram feridas neste domingo em um atentado com bomba em uma igreja copta da cidade de Tanta, 120 km ao norte do Cairo, segundo o ministério da Saúde do Egito.

A explosão ocorreu durante a missa, na igreja Mar Girgis de Tanta, segundo um funcionário do ministério do Interior.9 de abril de 2017

Nova explosão atinge igreja em Alexandria

Uma nova explosão foi registrada neste domingo perto de uma igreja no Egito, desta vez na cidade de Alexandria (norte), indicaram meios de comunicação estatais, horas depois de outro atentado que deixou 27 mortos em Tanta, no delta do Nilo.

Segundo balanço do ministério da Saúde, ao menos 16 pessoas morreram e 41 ficaram feridas no atentado na Alexandria. A Igreja Copta do Egito afirmou, por sua vez, que o papa copta Teodoro II esteve ali pela manhã para a celebração do Domingo de Ramos.

Os dois ataques fazem parte de uma série de atentados ocorridos contra os católicos egípcios, que correspondem a cerca de 10% da população do país. Os ataques ocorrem semanas antes de uma visita do Papa Francisco ao país, marcada para os dias 28 e 29 de abril. 

Dois atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico

O grupo Estado Islâmico (EI) reivindicou os dois atentados cometidos neste domingo contra igrejas coptas no Egito, nos mais sangrentos ataques lançados nos últimos anos contra a minoria cristã deste país.

"Grupos do EI realizaram os ataques contra duas igrejas em Tanta e Alexandria", que deixaram dezenas de mortos e feridos, indica o grupo extremista em sua agência de propaganda, Amaq.

O atentado de Alexandria foi lançado por um suicida que detonou seu cinturão de explosivos, segundo o ministério egípcio do Interior.

Em dezembro de 2016, uma afiliada do Estado Islâmico com base na Península do Sinai reivindicou um ataque a uma igreja do Cairo que matou cerca de 30 pessoas e havia prometido novos ataques contra os cristãos no país.

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