CURITIBA

''Não troco minha dignidade pela minha liberdade'', diz Lula sobre progressão de pena

Na última sexta-feira (27), a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu que o ex-presidente vá para o regime semiaberto

JC Online
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Publicado em 30/09/2019 às 17:12
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Na última sexta-feira (27), a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu que o ex-presidente vá para o regime semiaberto - FOTO: Foto: EBC
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, por meio do seu advogado, que não aceita as atuais condições para deixar a cadeia. A carta, divulgada nesta segunda-feira (30), foi lida em frente à Superintendência da Polícia Federal do Paraná. A declaração de Lula foi feita após a força-tarefa da Operação Lava Jato pedir para que o petista vá para o regime semiaberto.

"Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Tudo que os procuradores devem fazer é pedir desculpa ao povo brasileiro, à minha família", declarou o ex-presidente. Apesar da posição do petista, no âmbito jurídico, o que irá prevalecer é a decisão da juíza federal Carolina Lebbos. 

Progressão para o regime semiaberto

Na última sexta-feira (27), a força-tarefa da Operação Lava Jato pediu, à juíza Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais do Paraná, que o ex-presidente Lula vá para o regime semiaberto. Segundo o advogado Cristiano Zanin, "o ex-presidente Lula deve ter a sua liberdade plena restabelecida porque não praticou qualquer crime e foi condenado por meio de um processo ilegítimo e corrompido por flagrantes nulidades".

Nesta segunda-feira (30), a juíza Carolina Lebbos pediu que a Superintendência da Polícia Federal do Paraná informe "a certidão de conduta carcerária" do ex-presidente. Ela também quer o cálculo atualizado do cumprimento da pena do petista.

Lula está preso desde o dia 7 de abril de 2018 e cumpre pena em regime fechado no caso do tríplex do Guarujá. Ele foi condenado a 8 anos e 10 meses. 

Leia a íntegra da carta

"Não troco minha dignidade pela minha liberdade. Tudo o que os procuradores da Lava Jato realmente deveriam fazer é pedir desculpas ao povo brasileiro, aos milhões de desempregados e à minha família, pelo mal que fizeram à democracia, à justiça e ao país.

Quero que saibam que não aceito barganhar meus direitos e minha liberdade. Já demonstrei que são falsas as acusações que me fizeram. São eles, e não eu, que estão presos às mentiras que contaram ao Brasil e ao mundo.

Diante das arbitrariedades cometidas pelos procuradores e por Sergio Moro, cabe agora à Suprema Corte corrgir o que está errado, para que haja justiça independente e imparcial. Como é devido a todo cidadão.

Tenho plena consciência das decisões que tomei nesse processo e não descansarei enquanto a verdade e a justiça não voltarem a prevalecer"

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