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Seres cria livro de registro para visitantes dos investigados da Operação Turbulência

De acordo com servidores, a adoção do registro foi uma orientação do secretário executivo de ressocialização, Cícero Rodrigues

Felipe Vieira
Felipe Vieira
Publicado em 01/07/2016 às 1:04
Foto: Guga Matos/JC Imagem
De acordo com servidores, a adoção do registro foi uma orientação do secretário executivo de ressocialização, Cícero Rodrigues - FOTO: Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Devido ao constante fluxo de pessoas interessadas em visitar os quatro detidos pela Operação Turbulência no Centro de Triagem e Observação Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, a Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) criou um livro de registro específico para ser preenchido pelos visitantes dos investigados.

Presos desde o dia 21 de junho, quando foi deflagrada a operação pela Polícia Federal no Recife, Apolo Santana Vieira, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freyre Bezerra Leite e Arthur Lapa Rosal recebem, de acordo com agentes penitenciários ouvidos em reserva pela reportagem, cerca de dez visitas diárias, ao todo. Por lei seriam permitidos apenas a entrada de parentes de primeiro grau e advogados, mas existe a suspeita, por parte dos agentes, de que a grande movimentação poderia estar levando outras pessoas a conversar com os presos. 

De acordo com os servidores ouvidos pela reportagem, a adoção do registro específico para os detidos pela Operação Turbulência foi uma orientação expressa do secretário executivo de ressocialização, Cícero Rodrigues. O documento foi adotado dois dias após a prisão dos investigados e é mantido sob estrita vigilância da direção do Cotel. Ainda de acordo com os agentes penitenciários, a assinatura de cada visitante é feita em uma sala monitorada por câmeras.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Executiva de Ressocialização não confirmou nem negou a existência do livro específico de registro para os quatro presos. Por meio de nota, a assessoria de imprensa do órgão limitou-se a afirmar que, “por questões de segurança, a Seres não divulga procedimentos internos de controle adotados no sistema prisional do Estado”.

Apolo Santana Vieira, João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, Eduardo Freyre Bezerra Leite e Arthur Lapa Rosal são apontados pela Polícia Federal como supostos participantes de um esquema de empresas de fachada que teria movimentado R$ 600 milhões, sendo, inclusive, responsável pela compra do avião em que morreu o ex-governador Eduardo Campos.

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