OPERAÇÃO TSUNAMI

Prefeito afastado de Catende tem prisão domiciliar revogada e volta para Cotel

Investigado na Operação Tsunami, Otacílio Cordeiro descumpriu ordem judicial e volta à prisão. Ele mantinha tornozeleira eletrônica descarregada

Da Editoria de Política
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Publicado em 13/07/2016 às 17:57
Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Investigado na Operação Tsunami, Otacílio Cordeiro descumpriu ordem judicial e volta à prisão. Ele mantinha tornozeleira eletrônica descarregada - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
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Preso em junho na Operação Tsunami, da Polícia Civil, o prefeito afastado de Catende, Otacílio Cordeiro (PSB), retornou ao Centro de Triagem, em Abreu e Lima, por ter descumprido ordens judiciais. Ele é acusado de liderar uma organização criminosa suspeita de empregar verbas de forma irregular em licitações

O prefeito descumpriu as regras e teve a prisão domiciliar revogada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). 

A delegada da Polícia Civil, Patrícia Domingos, à frente da Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), explicou que o político mantinha a tornozeleira eletrônica descarregada, o que impossibilitava o monitoramento dele pelos órgãos de defesa. Ele usava o aparelho desde o dia 21 de junho, quando obteve a permissão para sair da prisão.

"Segundo informes do próprio TJPE, ele mantinha com frequência o aparelho descarregado o que impede o monitoramento dele", contou a delegada.

Otacílio prestou depoimento na tarde desta quarta-feira (13) e seguiu para o Cotel. 

A investigação da Polícia Civil apurou a suspeita de o prefeito ter fraudado contratos de licitação. Com a prisão do prefeito, o vice, Josibias Cavalcanti (PSD), assumiu o posto no dia 15 de junho. 

INVESTIGAÇÃO

A prisão aconteceu no dia 2 de junho. Na ocasião, a Polícia encontrou na casa do prefeito a quantia de R$ 1,3 milhão, sendo R$ 758,4 mil em um gaveta na residência do político e R$ 438,7 mil no posto de gasolina administrado pela nora do prefeito. Com o gestor, também foi encontrada uma barra de ouro estimada em R$ 40 mil. A casa do socialista também levantou suspeita. 

A casa do prefeito Otacílio Cordeiro, de dois pavimentos, chamou a atenção dos policiais. "No térreo, nós vimos uma casa bastante humilde, com mobília simples, sem nenhum tipo luxo. O prefeito alegou que o primeiro andar era alugado para um 'casal de velhos', embora a escada de acesso seja dentro da casa. Ao subirmos, nos deparamos com uma casa extramente bem mobiliada, requintada, com móveis de alto padrão. Dentro da casa, localizamos diversos porta-retratos com fotos do prefeito e da esposa, o que nos dá a clara dimensão que a casa de cima também pertencem ao mesmo", relatou a delegada Patrícia Domingos. 

As fraudes investigadas são de seis contratos de licitação feitas nos anos de 2011 e 2012. No entanto, os documentos apreendidos podem indicar outras situações de irregularidades. As investigações começaram em outubro do ano passado, através de uma ação da Procuradoria Geral de Justiça, que encaminhou denúncia ao Tribunal de Justiça (TJPE). Os desvios de verbas são oriundas de convênios com o governo do Estado e da própria Prefeitura. 

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