ELEIÇÕES 2016

Em Olinda, Antônio Campos entra com ação contra Luciana por presença de comissionados na campanha

Coligação do socialista diz que participação de comissionados configura abuso de poder político. Luciana diz que campanha é fora do expediente

Marcela Balbino
Marcela Balbino
Publicado em 25/09/2016 às 8:38
Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
Coligação do socialista diz que participação de comissionados configura abuso de poder político. Luciana diz que campanha é fora do expediente - FOTO: Foto: Fernando da Hora/JC Imagem
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Na reta final da campanha, relatos de pessoas com cargos comissionados fazendo campanha para os candidatos da situação se avolumam no Grande Recife. Em Olinda, a coligação do candidato Antônio Campos (PSB) entrou com uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) sobre uso da máquina administrativa a favor da deputada federal Luciana Santos (PCdoB) – aliada do atual prefeito Renildo Calheiros (PCdoB).

Segundo o socialista, Renildo tem usado da autoridade política para arregimentar servidores públicos para participação nos eventos de campanha da correligionária.

A denúncia toma por base fotos divulgadas nas redes sociais da candidata, durante caminhadas e atos de campanha. À frente da assessoria jurídica da Coligação Muda Olinda, a advogada Diana Câmara afirma que relatos de testemunhas também foram anexados à petição. 

“Desse modo, encontra-se configurado o abuso de poder político, traduzido no uso indevido de cargo ou função pública pelo primeiro investigado (Renildo) para a obtenção de votos à segunda investigada (Luciana)”, diz. 

Debate rádio jornal 22.09.16

Em nota, a assessoria de Luciana refuta a acusação e crava que não há nenhum tipo de “arregimentação” para que servidores públicos participem das atividades. 

“Os servidores públicos, funcionários da Prefeitura de Olinda ou do Governo do Estado, assim com funcionários da iniciativa privada e trabalhadores em geral, que participam de nossa campanha o fazem fora do seu expediente de trabalho. Portanto, sem nenhum tipo de prejuízo à jornada de trabalho”, informou. 

A candidata ainda ironiza Antônio Campos, ao afirmar que ele se sente mais confiante na disputa jurídica do que nas ruas. “Compreendemos que o candidato adversário se sinta angustiado com a pouca adesão de sua candidatura.”

JUSTIÇA ELEITORAL

A juíza da 113ª Zona Eleitoral de Olinda, Eliane Ferraz Guimarães, despachou anteontem o processo para o cartório. Ela devolveu a peça aos advogados da chapa de Antônio Campos para serem feitos ajustes à petição inicial.

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