O Congresso cresce durante as crises. Duas estão em curso e uma terceira encomendada

Coronavírus é a crise mais urgente, em seguida virá a necessidade de recuperação econômica. Depois, não está descartado um processo de Impeachment
Igor Maciel
Publicado em 02/04/2020 às 9:59
A intenção é instalar o gabinete de Lira onde funciona o Comitê de Imprensa desde a transferência do Legislativo para Brasília Foto: WILSON DIAS/AGÊNCIA BRASIL


A última pesquisa Ibope sobre a confiança nas instituições brasileiras foi uma grata surpresa. Feita em 2019, mostrava uma recuperação de praticamente todos os setores. Imprensa, com nível de confiança mais alto do que em anos anteriores, Presidência da República também. O Congresso Nacional, era um caso interessante.

Deputados e senadores, apesar de terem crescido bastante em popularidade, ainda estavam na penúltima posição, vencendo apenas os Partidos Políticos.

Parlamentares acreditam que a grande chance de o Congresso subir de patamar apresenta-se agora, durante a crise do coronavírus.

Nossos representantes no Legislativo apostam nisso diretamente. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM) deixou claro esta semana. “O Congresso vai agir em tudo que o Executivo não fizer”, afirmou.

Em 2019, a avaliação positiva do Congresso chegou ao patamar que estava em 2014, 35%, resultado das ações que foram implementadas após os protestos de 2013.

Agora, é possível avaliar que o índice está alto de novo, principalmente por causa das ações tomadas durante a pandemia, com a completa ausência do Presidente da República, que por muitos dias viajou por outros planetas em que tudo era só uma “gripezinha”.

As reações nas redes sociais já são visíveis. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), chega até a ser elogiado por seguidores. Algo impensável até um mês atrás.

A popularidade do Congresso Nacional cresce nas crises em que deputados e senadores atuam. Hoje é coronavírus, amanhã será a recuperação econômica.

E, a julgar pela quantidade de comentários que Maia recebe pedindo o impeachment de Bolsonaro, o protagonismo dos parlamentares pode não terminar por aí.

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