PESQUISA

Leite e frango subiram de preço cerca de 80% em um ano e encareceram a cesta básica pernambucana, diz Procon

Segundo a pesquisa de preços do Procon-PE, em setembro deste ano a cesta básica já custava mais da metade do valor de um salário mínimo

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 13/10/2021 às 15:45
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Pé de galinha a R$ 6 o quilo, no Mercado de Afogados - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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No mês de setembro de 2020 um pacote com 200 gramas de leite de pó integral custava em média R$ 2,49. Um ano depois, em setembro de 2021, esse valor já era de R$ 4,59. Já o quilo do frango inteiro saía, em média, também em setembro de 2020, por R$ 4,95. No mês passado para levar o mesmo quilo de frango para casa o preço era de R$ 8,89. Em um ano o frango encareceu 79,60% e o leite integral ficou 84,34% mais caro. Os produtos podem ser considerados os vilões da cesta básica, segundo o levantamento de preços feito pelo Procon-PE.

O órgão de defesa do consumidor divulgou nesta quarta-feira (13) os resultados da pesquisa da cesta básica na Região Metropolitana do Recife, e concluiu que houve um aumento de 1,91% no valor do mês de setembro. O custo dos produtos básicos subiu no geral de R$ 555,78, no mês de agosto, para R$ 566,40 no mês seguinte, impactando em 51,49% sobre o valor do salário mínimo do consumidor pernambucano.

INFLAÇÃO

Em comparação à pesquisa do Procon-PE realizada em setembro de 2020, quando a cesta básica custava R$ 449,22, o impacto sobre o salário mínimo era de 42,99%. De um ano para o outro, o aumento chegou a R$ 117,18, equivalente a 26,09%. Não por coincidência, o  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em setembro deste ano  foi o maior desde o início do Plano Real, há 27 anos. O IPCA é considerado o índice de inflação oficial do Brasil.

Em setembro de 2020, o resultado havia sido de 0,64% e, para esse ano, ele chega a 1,16%. O aumento do IPCA também afetou o Grande Recife, onde neste mês atingiu 1,10%, representando o maior índice do ano. O IBGE ressaltou que dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados por eles, oito tiveram alta em setembro. O grupo de alimentação e bebidas chega com aumento de 1,02%.

PESQUISA

Para pesquisa, a equipe da gerência de fiscalização do Procon-PE avaliou 27 itens da cesta em 54 supermercados, entre alimentação, limpeza doméstica e higiene pessoal. No comparativo do mês agosto para setembro, 17 produtos apresentaram aumento no valor, entre eles o açúcar cristal (39,91%), passou de R$ 2,28 para R$ 3,19; café em pó (29,53%), era R$ 3,59 foi para R$ 4,65; frango inteiro (27,18%) custava R$ 6,99, agora chega ao valor de R$ 8,89. Já dos cinco itens que apresentaram uma redução do valor, tivemos: feijão mulatinho ou carioca (-17,44%), custava R$ 4,79 e agora custa R$ 4,78; o quilo da cebola (-17,75%) reduziu de R$ 1,69 para R$ 1,39; e a carne bovina de segunda (-6,67%), foi de R$ 19,80 para R$ 18,48. Já cinco produtos continuaram com o mesmo valor.

Para economizar, consumidores estão adaptando suas compras em atacados com outros familiares e amigos, é o caso da Maria Domingas, 36 anos, moradora do Morro da Conceição, Zona Norte do Recife. Maria tem se juntado com sua irmã para realizar suas compras em grosso. “Acho que a gente tem economizado uns 30% do nosso dinheiro. Verificamos os preços nos mercados pela região e assim consideramos que foi bem melhor comprar em caixa”, comenta Maria.

Além da Região Metropolitana do Recife, a pesquisa é realizada nos municípios de Goiana, Vitória do Santo Antão e Gravatá. Entre as cidades, o menor valor da cesta básica foi encontrado em Vitória, na Zona da Mata Sul do Estado, por R$ 518,08. No site do Procon-PE é possível encontrar a lista com nome dos estabelecimentos e endereços onde o produto poderá ser encontrado com um preço mais acessível.

 

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