VIOLÊNCIA

SDS cita "necessidade urgente" e troca delegado em Goiana, Mata Norte de Pernambuco

Em março, município registrou o maior número de pessoas assassinadas desde janeiro de 2008

Raphael Guerra
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Raphael Guerra
Publicado em 02/05/2022 às 16:59 | Atualizado em 02/05/2022 às 17:02
PCPE/DIVULGAÇÃO
Substituição de delegados ocorre em meio ao aumento da violência em Goiana - FOTO: PCPE/DIVULGAÇÃO
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Para tentar barrar o avanço da criminalidade no município de Goiana, na Mata Norte de Pernambuco, a Secretaria de Defesa Social (SDS) fez uma troca de delegados. Portaria publicada no último sábado (30/04) determinou que Ênio Maia exerça a chefia da 16ª Delegacia de Polícia de Homicídios. Ele está substituindo o delegado Altemar Mamede Leite. 

No último mês de março, nove pessoas foram assassinadas em Goiana. É o pior resultado desde janeiro de 2008, quando dez homicídios foram contabilizados pela SDS. 

No total, somados os três primeiros meses de 2022, a cidade registrou 14 mortes violentas. Já no mesmo período de 2021, foram 13. Os números referente ao mês de abril só serão divulgados no próximo dia 15.

Em portaria, a SDS destacou que a substituição de delegados deve-se à "necessidade urgente de medidas energéticas para reprimir a criminalidade e apresentar uma resposta proativa e eficaz à sociedade e à administração pública". 

À coluna Ronda JC, no mês passado, a SDS afirmou que os homicídios em março de 2022 têm relação com tráfico de drogas e a disputa desses grupos criminosos por territórios.

"É importante esclarecer que líderes do tráfico em Goiana foram presos e quadrilhas foram desarticuladas. O enfraquecimento de grupos gerou uma oportunidade para traficantes de outros Estados, principalmente da Paraíba, que estão tentando se instalar na área, confrontando criminosos locais que restaram em algumas comunidades", explicou.

COMBATE AOS CRIMES

A SDS disse que as forças de segurança em Goiana estão desenvolvendo ações para fazer os homicídios voltarem a cair na cidade.

"A Polícia Civil está trabalhando em duas frentes: a celeridade na resolução dos casos e prisões de homicidas. Todos os homicídios estão sendo investigados com rigor, com oito inquéritos já concluídos, com indicação de autoria, e os outros devem ser esclarecidos nos próximos dias."

Em relação ao reforço de policiamento, tão cobrado pela população, a SDS afirma que a 3ª CIPM efetivou um planejamento focado em áreas aquecidas. Na região litorânea de Goiana, principalmente no distrito de Ponta de Pedras, lançamentos extras foram feitos.

"A cidade também passou a ser recoberta tanto pelo Gati e por equipes do Bepi, BPRV, Lei Seca e Cipoma. Esse trabalho resultou na recuperação de armas de fogo, o que colaborou para a retomada da retomada da normalidade e esfriamento da área", conclui a nota.

VIOLÊNCIA CRESCE EM PERNAMBUCO

Somente nos três primeiros meses de 2022, Pernambuco já acumula 965 homicídios. Isso significa que, em média, 10,7 pessoas foram mortas por dia. Os dados, divulgados pela SDS, são ainda mais preocupantes porque revelam aumento de 16,5% em relação ao mesmo período de 2021, quando 828 assassinatos foram confirmados.

No último mês de março, Pernambuco somou 346 homicídios. É o pior resultado desde maio de 2020, quando 351 pessoas foram mortas. Em comparação com março de 2021, o aumento foi de 26,7%. Foram 73 assassinatos a mais.

Uma das vítimas da violência foi a menina Heloysa Gabrielly, de 6 anos, que foi baleada durante perseguição de policiais militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) a um suspeito que estava numa moto na comunidade de Salinas, em Porto de Galinhas, Litoral Sul de Pernambuco. A morte ocorreu na tarde do dia 30 de março. A Polícia Civil ainda não esclareceu quem atirou na menina.

 

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