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Coronavírus: fila por leito de UTI sai de 300 para menos de 60 pessoas em Pernambuco

Além de ter diminuição na lista de pacientes que aguardam vaga de terapia intensiva, Pernambuco zerou a fila de espera por vaga em enfermaria

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 01/06/2020 às 19:05
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BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
As complicações mais comuns da covid-19 que evoluiu com trombose são embolia pulmonar e insuficiência respiratória, que é a principal causa de morte na infecção - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Atualizada às 20h59

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (1º), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, anunciou a diminuição no tamanho da lista de pacientes (com suspeita de infecção pelo novo coronavírus ou que já tenham diagnóstico confirmado da doença) que aguardam uma vaga de unidade de terapia intensiva (UTI). "Não temos mais fila de enfermaria; zeramos há alguns dias. Já sobre os leitos de UTI, esse número (de pessoas em espera) está inferior a 60 pacientes. Mas isso não nos permite relaxar", disse o secretário, que acrescentou que essa fila de espera por UTI já chegou a ter 300 pacientes - número alcançado há cerca de um mês, quando o Estado estava em franca aceleração da curva epidêmica. 

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"Temos tido, na última semana, o menor estresse no sistema de saúde (do Estado) que nos vimos desde a aceleração da epidemia. Chegamos a ter um número perto de 300 (pacientes) aguardando um leito de UTI", destacou Longo. Ele destacou que a queda no número de pessoas que esperam por uma vaga de terapia intensiva é justificada por dois motivos: pela estabilidade no número de casos de srag (síndrome respiratória aguda grave) ao longo das últimas semanas e pela ampliação da capacidade instalada de leitos de UTI.

Atualmente, segundo o painel da Central Estadual de Regulação Hospitalar, estão ocupados 97% das 672 vagas de UTI da rede pública de Pernambuco. Já 70% dos 827 leitos de enfermaria permanecem com pacientes. 

"Em média, os pacientes (com covid-19) ficam cerca de 15 dias em leito de UTI. Há casos de alguns que só se recuperam após 30 dias. As pessoas vão se recuperando e têm alta, o que vai fazendo o giro de leitos, permitindo que outras pessoas ocupem essas vagas. Isso ocorre diariamente. À medida em que temos uma diminuição da procura por nossas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), pelas unidades de emergência, temos conseguido girar mais leitos para atender quem chega a nossas unidades e precisa de vagas de terapia intensiva", explica Longo. 

Apesar da diminuição da fila de UTI e de não mais existir lista por uma vaga de enfermaria, o secretário garante que o Estado continuará ampliando a capacidade da assistência hospitalar para receber os pacientes. "Vamos entregar os leitos que precisam de respirador para aumentar ainda mais (as vagas) na capital", diz. Ele informou que ventiladores mecânicos devem chegar esta semana.  

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