Coronavírus

Em primeiro dia após lockdown, Recife tem mais carros e muita gente nas ruas

Nas ruas, muitas pessoas sem usar a máscara, item que continua sendo obrigatório mesmo depois do fim do decreto estadual 49.024

JC
Cadastrado por
JC
Publicado em 01/06/2020 às 8:14 | Atualizado em 01/06/2020 às 11:47
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife, nesta segunda-feira (1º), primeiro dia após fim do lockdown em Pernambuco - FOTO: WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Leitura:

Com informações da repórter Juliana Oliveira, da TV Jornal

No primeiro dia sem o lockdown nas cinco cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR), nesta segunda-feira (1º), a movimentação é grande de pessoas e de veículos nas ruas. A reportagem circulou pelos bairros de Afogados, na Zona Oeste do Recife, e Casa Amarela, na Zona Norte, onde se deparou, inclusive, com trânsito. Nas ruas, muitas pessoas sem usar a máscara, item que continua sendo obrigatório mesmo depois do fim do decreto estadual 49.024, que determinou os 15 dias de quarentena, finalizados nesse domingo (31). Além disso, foi possível observar filas em frente aos supermercados e nas agências da Caixa Econômica Federal.

A reportagem também observou que, nas paradas de ônibus, a movimentação é tranquila, com poucas pessoas dentro dos coletivos. Nos mercados públicos dos dois bairros, o fluxo é grande de pessoas comprando. A partir desta segunda-feira, mesmo com o fim da quarentena mais rígida, permanece obrigatório o uso de máscaras, continua vedado o acesso a praias, calçadões, parques e o funcionamento de shoppings, lojas e prestadores de serviço que não se enquadrem como atividades essenciais. 

As aulas presenciais continuam suspensas até o dia 30 de junho, enquanto permanecem proibidos eventos de qualquer natureza com público, assim como a concentração de mais de dez pessoas no mesmo ambiente. Um plano de retomada das atividades no Estado deve ser divulgado pelo governo ainda nesta segunda, com a reabertura gradual dos serviços, em um período de 11 semanas.

O segurança Djalmir de Souza foi uma das pessoas que saíram de casa nesta segunda. Ele foi a uma agência da Caixa Econômica Federal para fazer o saque o auxílio emergencial, mas, ele conta que está tentando cumprir o isolamento social. "Vou tirar o dinheiro aqui, vou voltar para casa e ver o que está faltando e voltar para o mercado. Já não estava saindo mesmo. Quando largo do meu serviço, vou direto para casa, não paro em canto nenhum", disse.

Já o comerciante José Silva comemorou o fim do lockdown. Ele acredita que as vendas vão melhorar. "Eu acho que vai ser melhor porque acabou o rodízio de carro. As pessoas agora vêm à feira, porque com o rodízio ficava complicado. Agora, graças a Deus, acabou. Só falta acabar essa pandemia", afirmou.

O lockdown teve início no dia 16 de maio no Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Camaragibe e São Lourenço da Mata. Durante os 15 dias, houve restrição na circulação, com rodízio de veículos, obrigatoriedade no uso de máscaras e necessidade de justificativa da saída de casa. Apesar dos bloqueios montados nas cidades, em operações que envolviam a Polícia Militar e guardas municipais, entre outros, a taxa de isolamento social nos cinco municípios não atingiu, em nenhum momento, a faixa dos 70%, considerada ideal por autoridades de saúde.

>> Veja imagens do Recife no primeiro dia após o fim do lockdown

Nas cinco cidades, a tava ficou entre nas casas dos 50% e 60%, de acordo com o Painel Índice de Isolamento Social do Ministério Público de Pernambuco, em parceria com a empresa de tecnologia In Loco. Nesse domingo (31), o município com maior taxa de isolamento de Pernambuco foi Olinda, com 58,2%, seguido do Recife, com 57,8%. Jaboatão apareceu na 10ª colocação, com 55,3%, enquanto Camaragibe ficou em 16º com 54,4% e, São Lourenço da Mata, em 18º, com 54%.

No último dia do lockdown, nesse domingo, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou mais de 1.023 casos do novo coronavírus. Até este domingo, Pernambuco contabilizava 34.450 casos de covid-19 e 2.807 mortes. O governo de Pernambuco, também no domingo, avaliou que a disseminação da epidemia do novo coronavírus alcançou um patamar de estabilização e que há uma tendência de redução da curva nos municípios que entraram em isolamento severo.

WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Movimentação no bairro de Afogados, na Zona Oeste, no primeiro dia após o fim do lockdown no Recife e outras quatro cidades - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM

Levantamentos feitos pelo Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco (IRRD), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), e pela Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres, apontam para a estabilização da epidemia em Pernambuco. As análises tomam como base a taxa de contágio no Estado, que está abaixo de 1 (0,9), o que revela que menos pessoas estão infectadas e que o número dos doentes retrocede.

Mesmo durante o lockdown, no último sábado (30), vários pontos da RMR amanheceram lotados, como no centro comercial do bairro de Prazeres, em Jaboatão. Também no bairro de Afogados, o cenário não foi diferente, com pedestres nas ruas mesmo com o funcionamento apenas de farmácias e supermercados.

Comentários

Últimas notícias