IMUNIZAÇÃO

270 mil doses da vacina contra a covid-19 chegam em Pernambuco na noite desta segunda-feira (18)

Expectativa é de que o imunizante esteja disponível em todas as áreas do Estado em até 24 horas

Danielle Santana
Danielle Santana
Publicado em 18/01/2021 às 13:50
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GOVERNO DE SÃO PAULO
Inicialmente, a vacina que será aplicada no Estado é a Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac - FOTO: GOVERNO DE SÃO PAULO
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Reunidos no Palácio do Campo das Princesas, no Centro do Recife, os secretários estaduais de Saúde e Defesa Social informaram mais detalhes sobre o início da vacinação contra à covid-19 em Pernambuco. Expectativa é de que a primeira dose possa ser aplicada na noite desta segunda-feira (18). De acordo com André Longo, secretário de Saúde do Estado, as doses enviadas pelo Ministério da Saúde deverão chegar ao Recife às 19h40 desta segunda-feira (18).

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Neste primeiro lote, Pernambuco receberá 270 mil doses da Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac. O grupo prioritário para receber as primeiras vacinas é composto por cerca de 90 mil profissionais de saúde que atuam na linha de frente ao combate da covid-19. Também serão inclusos profissionais que trabalham em UTI ou com atenção básica. Idosos que vivem em instituições de longa permanência também deverão ser priorizados no início da vacinação, a estimativa do Estado é de que cerca de 2,6 mil idosos se enquadrem no requisito. Fechando o grupo prioritário, Pernambuco também deverá vacinar 6 mil indígenas durante a primeira fase da imunização. 

Seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI), em Pernambuco, o grupo prioritário 1 corresponde a 630 mil pessoas. Para garantir as duas doses a todos eles, seriam necessárias 1.260.000 vacinas. Como o Ministério da Saúde está enviando 270 mil doses para Pernambuco neste lote, não será possível atender o primeiro grupo prioritário por completo. A nova recomendação do Ministério é que essas primeiras doses sejam destinadas a profissionais da saúde que atuem na ponta, idosos que vivem em asilos, pessoas com deficiência que vivam em instituições de longa permanência e indígenas aldeados.

“Essas vacinas vão atender, no primeiro momento, parte dos trabalhadores de saúde, algo em torno de 30%. Serão priorizados os que estão na linha de frente, atendendo à Covid-19. Além disso, estão incluídos idosos com mais de 60 anos em Instituições de Longa Permanência, como os asilos, além de deficientes internados em instituições e indígenas aldeados”, explicou Longo.

De acordo com o secretário de Defesa Social do Estado, Antônio de Pádua, cerca de 5 mil servidores foram destinados para realizar a segurança e a logística do processo de vacinação. Entre os órgãos envolvidos no processo estarão a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Científica, Corpo dos Bombeiros Militar, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. O objetivo é garantir a segurança das vacinas, considerada o "líquido mais precioso que temos nesse momento", de acordo com Antônio de Pádua. Inicialmente cerca de R$ 1 milhão será investido na iniciativa, envolvendo escolta, logística, mapeamento e policiamento nas rotas, além de viaturas e insumos.

“Há um planejamento cuidadoso por parte de todos os órgãos envolvidos na operação. Isso visa garantir a segurança no transporte e armazenamento das vacinas, para que elas cheguem à população nas condições ideais, conforme o calendário de aplicação nos grupos prioritários. A Polícia Militar, dentro do seu escopo, tem toda a estrutura para fazer não só a segurança da logística desse transporte, mas também de onde vão ficar armazenadas as vacinas e os locais de vacinação. Teremos, assim, um apoio ostensivo das polícias nesse trabalho de presença nos locais", ressaltou o secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua.

Após a chegada no aeroporto, as vacinas serão transportadas para a sede do plano nacional de imunização, localizada no Recife. De lá, os imunizantes serão levados para as 12 Gerências Regionais de Saúde do Estado. "Com apoio das forças de segurança que farão escolta até a chegada nas cidades", destacou o secretário. Expectativa é que, em até 24 horas, todas as Geres tenham recebidos doses da vacina. As gerências são responsáveis por encaminhar as vacinas aos postos de saúde dos municípios.

No domingo (17), André Longo já havia destacado os preparativos do Governo do Estado para iniciar a imunização. "Ressalto que Pernambuco já está pronto para iniciar o processo de imunização. Na semana passada, todas as cidades pernambucanas já receberam as agulhas e seringas para as duas primeiras fases da Campanha. Agora, aguardamos a definição de cronograma e operacionalização de envio das doses para o Estado. Além disso, já nesta segunda-feira (18), iremos pactuar com os municípios pernambucanos os detalhes finais para o início da vacinação no Estado".

Transporte de vacinas pelo Brasil

A companhia Azul informou nesta segunda-feira (18) que deu início ao transporte de doses da vacina contra a covid-19 em seus voos regulares e de cargas pelo Brasil. As primeiras cidades que irão receber o imunizante por meio dos voos da empresa são Cuiabá, Vitória, João Pessoa, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte, Salvador, São Luis, Aracajú, Natal e Maceió com decolagens que partem do aeroporto de Guarulhos, na grande São Paulo. No total, as cidades receberão 2,7 milhões de doses da vacina. 

"A Azul tem servido ao Brasil nos últimos 12 anos, trazendo serviços aéreos essenciais para mais de 100 cidades. Estamos muito animados em poder ajudar e apoiar o Governo Federal, em parceria com a VTCLOG, nessa crítica missão de distribuir vacinas em todo o território nacional. Junto com nossa empresa de logística, a Azul Cargo Express, temos a capacidade única de transportar vacinas com segurança e eficiência para cidades e comunidades em todo o país", diz John Rodgerson, presidente da Azul. "É hora de estarmos juntos e ajudarmos o Brasil. Vamos continuar atendendo todos os pedidos possíveis, tanto para o transporte de vacinas, como para o transporte de insumos para o abastecimento das redes hospitalares, como fizemos com alguns voos nos últimos dias para Manaus", completa Rodgerson.

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