PANDEMIA

Pernambuco registra aumento da procura por testes de covid-19

A procura por testes de covid-19 no Estado aumentou cerca de 10% nas últimas duas semanas

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Estadão Conteúdo, Rute Arruda

Publicado em 04/03/2021 às 22:44 | Atualizado em 04/03/2021 às 23:18
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A procura por testes de covid-19 em Pernambuco aumentou cerca de 10% nas últimas duas semanas. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, André Longo, nesta quinta-feira (4), durante coletiva de imprensa. Segundo Longo, a alta é reflexo do crescente número de casos da doença em território pernambucano. A semana epidemiológica 8, finalizada no sábado (27), foi a pior deste ano no Estado. E os primeiros dias desta semana epidemiológica 9 indicam um agravamento ainda maior da situação, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). 

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"Temos percebido, sim, um aumento [na procura]. É natural. Se há mais pessoas se contaminando, se há mais pessoas sintomáticas, mais pessoas em contato com essas pessoas sintomáticas, essas pessoas devem testar. Reforço aqui a necessidade de que elas sejam testadas", disse André Longo. 

De acordo com dados da SES-PE, em maio de 2020, considerado o pior mês da pandemia no ano passado em Pernambuco, foram realizados 59 mil exames, entre RT-PCR e o teste rápido. Até o final de dezembro, foram 935.674 testagens, incluindo o exame sorológico. Já neste ano, somente em janeiro, 165.142 testes foram realizados. Em fevereiro, 125.712. No acumulado do ano, até essa quarta-feira (3), 305.589 exames para detectar a presença do vírus foram feitos.

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No Estado, há cinco centros de testagem da covid-19 sob gestão do governo. Eles estão localizados no Centro de Convenções de Pernambuco (Cecon), em Olinda, no Centro de Formação dos Servidores e Empregados Públicos de Pernambuco (Cefospe), no bairro da Boa Vista, no Recife, no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE), localizado na Zona Oeste, no Ginásio Esportivo Geraldo Magalhães (Geraldão), Zona Sul da capital, e também na sede da Secretaria de Educação e Esportes, no bairro da Várzea, Zona Oeste. 

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A dona de casa Michele Cabral, 41 anos, relatou que já fez duas vezes o teste do novo coronavírus. O primeiro, em agosto de 2020, e o segundo, no último dia 20 de janeiro. "Eu apresentei sintomas. Fiquei com garganta inflamada, tossindo muito. Como se fosse um resfriado. Procurei um local para fazer o teste e o resultado saiu em oito dias. Graças a Deus deu negativo", disse. 

Além dos testes realizados pela Secretaria Estadual de Saúde, os municípios contam com centros e postos de saúde para realizar os exames, e também há os pagos nas farmácias, que apresentaram alta no número de resultados positivos entre os dias 22 e 28 de fevereiro em relação à semana anterior. Segundo a Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), em Pernambuco, a variação foi de 25,51%.

O estudante de engenharia civil Thiago Gaia, 28 anos, conta que procurou uma farmácia recentemente para realizar o exame e pagou cerca de R$ 100. "Uns amigos alugaram uma casa e nós iríamos viajar nesse final de semana. Por segurança, todos nós fizemos o exame para saber se estávamos infectados. Infelizmente, eu testei positivo", disse. Ele relatou que teve dores no corpo e na cabeça.

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Farmácias detectam aumento de 66% de casos de covid-19 entre os dias 22 e 28

As farmácias brasileiras tiveram um novo recorde de 68.939 resultados positivos para covid-19 na semana entre 22 e 28 de fevereiro, alta de 66% em relação à semana anterior. Os dados são de levantamento semanal da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), que monitora a quantidade de testes rápidos feitos nos estabelecimentos.

"O índice foi de 26% (de testagens positivas), contra 24% e 21% das últimas duas semanas, e 18% na média geral. É um quadro cada vez mais preocupante, ainda mais se levarmos em conta a média de 15% de casos até o fim do ano passado", adverte Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma, em nota.

Segundo a associação, os maiores sinais de alerta estão no Norte e Nordeste: dos 12 Estados com porcentual de infectados acima de 20%, 11 são das duas regiões. Dois deles já estão na casa dos 30%: Amazonas (34%) e Acre (30%). Em seguida, vêm Amapá (26%), Pernambuco (26%), Rondônia (26%), Paraíba (24%), Rio Grande do Norte (24%), Bahia (23%), Ceará (22%), Maranhão (22%), Rio de Janeiro (22%) e Pará (21%).

 

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