FERIADO

Covid-19: "comportamento negligente no São João poderá impactar taxas de contaminação", alerta André Longo

Aviso foi feito durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23). Na ocasião, também foi anunciada a flexibilização das atividades sociais e econômicas em municípios do Sertão

Katarina Moraes
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Katarina Moraes
Publicado em 23/06/2021 às 18:12 | Atualizado em 23/06/2021 às 18:19
HÉLIA SCHEPPA/SEI
"Precisamos que todos se atentem a tomar a segunda dose. Esse é um apelo que a saúde pública faz", disse o secretário André Longo em coletiva de imprensa da covid-19 - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Ao anunciar a flexibilização das atividades sociais e econômicas em municípios do Sertão, o secretário de Saúde André Longo alertou a população sobre a necessidade de manter os cuidados sanitários contra a covid-19 no São João em Pernambuco, comemorado nesta quinta-feira (24). "O comportamento negligente no São João poderá impactar as taxas de contaminação, acarretando em um novo aumento de pressão sobre o sistema de saúde, inclusive, podendo gerar novas filas de espera por um leito", afirmou o chefe da pasta durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23). 

"Os festejos juninos fazem parte da nossa tradição, mas teremos que, novamente, postergar maiores comemorações em nome da saúde e da vida. É imperativo reduzir a circulação de pessoas entre as cidades", disse, comentando o alto fluxo de carros visto na Avenida Abdias de Carvalho, no sentido interior, na tarde da véspera do feriado.

"Quem está descendo tenha consciência de evitar a realização de grandes encontros e de festas, mesmo privadas, onde podem imperar o aumento da contaminação. Muito cuidado com os deslizes neste final de semana, nas comemorações de São João, porque sabemos que o preço da falta de cuidado, da aglomeração, do aumento da circulação de pessoas e de festas privadas pode ser um recrudescimento da doença 15 dias após", alertou o secretário.

A partir da próxima segunda-feira (28), a Macrorregião 3, que engloba parte do Sertão onde ficam as cidades de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada, vai avançar no Plano de Convivência. As atividades econômicas podem voltar a funcionar até as 20h, tanto nos dias de semana como aos sábados e domingos. Os comércios de bairro e de rua e os escritórios têm horário especial. Poderão funcionar até as 19h, nos finais de semana. A capacidade permitida nos estabelecimentos será de 50% do total.

A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, pediu para que todos mantenham atenção máxima no cumprimento dos protocolos apesar da flexibilização. “Durante as festas juninas, devemos evitar as aglomerações. As pessoas podem até viajar, mas que façam isso apenas em núcleos familiares bem restritos. Essa é uma fase essencial para que o governo consiga manter o suporte na saúde e que a economia não precise sofrer novas restrições”, apontou. Ela relembrou a recomendação do Ministério Público de Pernambuco em vigor desde o ano passado sobre a proibição de fogueiras e queima de fogos de artifício.

Ana Paula reforçou ainda as medidas válidas nas demais Macrorregiões do Estado. “No Grande Recife, nas Zonas da Mata Norte e Sul, Agreste e nos demais municípios do Sertão, no geral, o horário de funcionamento das atividades pode se estender até as 22h durante a semana e 21h nos fins de semana”, explicou. Segundo ela, uma exceção são as academias de ginástica, que devem fechar às 22h durante a semana e às 18h nos sábados e domingos. Museus, teatros e cinemas podem funcionar, mas com limite de 30% da capacidade, assim como os eventos corporativos podem ser realizados com até 50 pessoas.

O afrouxamento nas restrições teve como argumento a análise da última Semana Epidemiológica (SE 24). Segundo André Longo, pela 3ª semana consecutiva, Pernambuco observou redução nos indicadores da Covid-19, configurando uma tendência clara de desaceleração. “Em relação aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram 1.395 - o menor patamar desde meados de março. E na comparação com a Semana 23, houve redução de 21%. Em 15 dias, a queda foi de 28,5%”, apresentou.

Em relação às solicitações de leitos de UTI, o Estado teria tido uma redução de 15%, alcançando a menor taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva em sete meses. Na 3ª Macrorregião, a mais preocupante, também houve queda nos casos de SRAG - de 21% em uma semana e 23% em 15 dias.

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