VAGINOSE: saiba como tratar infecção vaginal que causa odor forte na região íntima

"Entre os principais sintomas, está corrimento acinzentado com odor parecido com peixe podre", diz médica
Cinthya Leite
Publicado em 12/08/2022 às 15:58
A vaginose acontece quando existe um desequilíbrio no pH e na flora vaginal Foto: FREEPIK/BANCO DE IMAGENS


Quase metade das brasileiras nunca ouviu falar sobre vaginose, infecção que já acometeu 13% das 2 mil participantes de uma pesquisa inédita, anunciada este mês, conduzida pelo Inteligência em Pesquisa e Consultoria (IPEC) e encomendada pela marca Gino-Canesten - marca da Bayer Consumer Health. O levantamento mostra que 49% das mulheres no Brasil desconhecem a doença. 

Realizada com mulheres de todo o País, entre 16 e 60 anos, de classes A, B e C, a pesquisa buscou entender a relação e o conhecimento desse público sobre sua saúde íntima

Normalmente percebida a partir de mudanças no odor e na cor do corrimento vaginal, a vaginose acontece quando existe um desequilíbrio no pH e na flora vaginal. Alguns até acabam por confundir vaginose com candidíase, mas cada uma apresenta sinais diferentes e contam com tratamentos totalmente distintos, como explica a médica ginecologista e obstetra Ornella Minelli.

"A candidíase é uma infecção vaginal causada por um fungo chamado Candida albicans, que tem como principais sintomas a coceira vaginal e um corrimento esbranquiçado e grumoso. Quem possui essa infecção não costuma relatar cheiro forte. A vaginose, por sua vez, é uma infecção causada pela proliferação de bactérias já existentes na vagina, principalmente a Gardnerella vaginalis, e seus principais sintomas são corrimento acinzentado, com um odor forte, que se assemelha a peixe podre, e incômodo na região. A vaginose pode também causar sangramentos após a relação sexual", alerta Ornella Minelli.

Conforme explicado pela médica, ambas as infecções têm origem no desequilíbrio da flora vaginal e causam não apenas desconfortos físicos, mas também emocionais, como insegurança e vergonha, segundo confirmam os achados do estudo do IPEC.

O levantamento mostra que 68% das entrevistadas afirmam que a sua saúde íntima impacta muito em sua autoconfiança, autoestima e na forma como se enxergam. Outro dado relevante mostrado pela pesquisa é que 45% das entrevistadas sentem um certo desconforto em falar sobre sua saúde íntima, enquanto 30% delas sentem vergonha ou desconforto em comprar medicamentos para sua saúde íntima

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A pesquisa está alinhada à ampliação do portfólio de Gino-Canesten, que acaba de lançar um produto para o tratamento dos sintomas da vaginose: Gino-Canesten Balance. Trata-se de um gel vaginal que elimina os sintomas da vaginose, como o cheiro desconfortável, logo nos primeiros dias de uso. É o primeiro produto voltado para o tratamento desta condição, "sem a necessidade de prescrição médica", diz a Bayer. 

O tratamento é composto por aplicadores higiênicos já preenchidos com a dose certa para ser utilizado uma vez por dia, preferencialmente à noite.

Como ocorre a vaginose bacteriana 

A vaginose bacteriana acontece quando o pH da vagina está desbalanceado, o que permite que algumas bactérias ruins se proliferem (principalmente a Gardnerella vaginalis). Seus principais sintomas são odor intenso e desagradável, e corrimento acinzentado.

"Através do glicogênio e ácido lático presente na fórmula, o novo Gino-Canesten Balance reequilibra o pH e a quantidade de bactérias boas da flora vaginal, restaurando o equilíbrio da região e eliminando a infecção. Sua fórmula é tão eficaz quanto o antibiótico comumente indicado para o tratamento desta infecção", garante a Bayer. 

"Acho relevante frisar a importância da aderência ao tratamento por parte da paciente, seguindo corretamente os dias indicados. Vejo muitos casos de pacientes que começam o tratamento e, após alguns dias, quando começam a ver melhora, interrompem, e o quadro regride. O tratamento deve ser feito adequadamente, a fim de se evitar recorrências da infecção, ou questões mais graves, como problemas na vida reprodutiva da mulher, caso não tratada corretamente", enfatiza a médica ginecologista e obstetra Ornella Minelli.

Informação 

Falar sobre o tema pode até gerar desconforto para boa parte da população, mas isso não as impede de querer estar bem informadas sobre a saúde da sua região íntima. Ainda que 85% das entrevistadas se considerem bem informadas sobre sua saúde íntima, 95% delas afirmam querer saber mais sobre o assunto. Ou seja, a disseminação de informações sobre a saúde íntima é essencial, até para que consigam identificar quando algo não está normal.

"Falar sobre a saúde íntima, por mais que seja algo simples, ainda causa constrangimento a muitas mulheres. Sendo assim, muitas delas evitam falar sobre o assunto, o que acaba dificultando a disseminação de informações importantes capazes de ajudar na prevenção e no tratamento da vaginose, candidíase e outras infecções", afirma Ornella.

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