'FIM DA LINHA'

PF prende no Recife suspeito de liderar quadrilha responsável por fraude e invasão de contas bancárias

Ao todo, foram cumpridas 10 ordens de busca e apreensão e uma de prisão preventiva em Pernambuco e Alagoas

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 22/07/2021 às 12:05
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Foto: Divulgação/Polícia Federal
A PF acredita que a organização criminosa está relacionada com o grupo preso na Operação Bandeirantes, deflagrada em 2018 - FOTO: Foto: Divulgação/Polícia Federal
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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (22), uma operação que visa desarticular uma organização criminosa responsável por fraudes, lavagem de dinheiro e receptação de valores retirados de contas bancárias da Caixa Econômica Federal nos anos de 2017 e 2018. Batizada de 'Fim da Linha', a ação policial cumpriu mandados em Pernambuco e Alagoas.

Na capital pernambucana, agentes da PF deram cumprimento a uma mandando de prisão preventiva contra o líder da organização. Ele foi encaminhado ao sistema prisional alagoano após ser submetido a exame de corpo de delito. Segundo as investigações, o suspeito também é acusado de outros crimes de roubo e estelionato em Alagoas.

Ao todo, foram cumpridas 10 ordens de busca e apreensão e uma de prisão preventiva. De acordo com a PF, todos os mandados foram expedidos pela 13ª Vara da Justiça Federal de Alagoas.

Investigações

As investigações que deram origem à 'Fim da Linha' começaram após a Caixa Econômica informar à PF que a conta de uma pessoa da cidade de Salto, em São Paulo, foi invadida. Os criminosos transferiram R$ 10 mil para uma conta em Maceió. Durante a apuração, os policiais descobriram que outras contas alagoanas também receberam dinheiro de contas invadidas na cidade de Salto.

A organização em Maceió recrutava pessoas que tinham interesse em receber transferências fraudulentas em suas contas. Depois, esse valor era repassado em espécie para quem promovia o recrutamento, recebendo em troca uma pequena parcela daquele valor.

A PF acredita que a organização criminosa está relacionada com o grupo preso na Operação Bandeirantes, deflagrada em 2018. O prejuízo estimado para a Caixa Econômica Federal, até o momento, foi de aproximadamente R$ 250 mil.

Os investigados responderão pelos crimes de Organização Criminosa, Lavagem de Dinheiro, Receptação e Participação em Furto mediante Fraude. Se condenados, os suspeitos poderão pegar penas de até 30 anos de prisão.

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