Alimentação

Em meio a onda de frio, presidente do Ceasa garante que não haverá problema de abastecimento em Pernambuco

Segundo o presidente, não há motivo para preocupação, pois cerca de 90% dos produtos comercializados no Ceasa são produzidos dentro do Estado

Luisa Farias
Luisa Farias
Publicado em 30/07/2021 às 10:12
Notícia
FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem Data: 17-09-2019 Assunto: Após ataque a petroleiras na Arábia Saudita, comerciantes e cosumidores da Ceasa temem que o aumento do combustível devido ao ataque interfira no preço dos produtos comercializados. Palavras Chave: Feira - Ceasa - Frutas - Verduras - Combustível - Venda - Compra ## - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Leitura:

Mesmo com a onda de frio que tem atingido Pernambuco, o presidente do Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa), Gustavo Melo, garantiu que as mudanças no clima não vão impactar no abastecimento no Estado, nem implicar em aumento dos preços dos alimentos comercializados.

"O que eu posso falar para a nossa população daqui de Recife e de Pernambuco é que a gente a curto e médio prazo não corre nenhum tipo de risco de desabastecimento ou alta expressiva de alimentos", afirmou Gustavo, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, desta sexta-feira (30)

Segundo o presidente, não há motivo para preocupação, pois cerca de 90% dos produtos comercializados no Ceasa são produzidos dentro do estado, sobretudo no Agreste. A região é a que tem registrado as temperaturas mais baixas no Estado, sendo a média de 15ºC, mas a possibilidade de nevar como nas cidades do sul brasileiro, por exemplo, está descartada. 

Ainda que os outros 10% dos produtos venham de outros estados do País, como a batata inglesa, tomate e cebola, os preços não devem ter um aumento significativo que chegue ao bolso do consumidor, projeta Gustavo Melo. 

"Para você ter ideia, o preço hoje do quilo da batata em Pernambuco está R$ 2,40, hoje aqui no Ceasa. O preço histórico dessa batata é R$ 3,47, ou seja, se aumentar, a gente vai ter uma rearrumação no mercado, não vai impactar em um aumento expressivo certamente. E a mesma coisa é o tomate. O tomate está no preço médio de R$ 2,80, quando o preço histórico é R$ 2,50, se aumentar, aumenta muito pouco", garantiu o presidente. 

Sul do País

Gustavo Melo é também presidente da Associação Brasileira das Centrais de Abastecimento (Abracen) e tem um panorama nacional do mercado. "Na verdade, o comércio de frutas e folhosos nos Ceasas do Brasil funciona como um grande mercado de ação. O mercado é aquecido e desaquecido de acordo com a venda, a procura e os fatores climáticos", explica. 

A onda de frio tem causado maior impacto na região Sul do País, que tem sofrido com problemas de abastecimento. "No Sul do País, eles estão tendo problemas, sim, com folhosos, principalmente, alface, a parte mais verde das hortaliças", diz o presidente do Ceasa. 

Comentários

Últimas notícias