Logística

Localfrio bate recorde de importações no terminal alfandegado de Suape

Companhia registra movimentação de 1.703 contêineres em janeiro e atinge maior volume de cargas na história da unidade

JC
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Publicado em 17/02/2022 às 15:50
Divulgação
Suape é uma das unidades da Localfrio no Brasil - FOTO: Divulgação
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A Localfrio, uma das maiores empresas de logística integrada do país, registrou recorde de importações em seu terminal alfandegado de Suape (PE). A companhia movimentou 1703 contêineres em janeiro deste ano, atingindo o maior volume de cargas na história da unidade. Módulos de painéis solares, pneus, borrachas sintéticas, motocicletas, bebidas alcoólicas e tecidos responderam pela maior parte das mercadorias importadas no período.

“Atingimos a maior marca na série histórica, um feito a ser comemorado. É um indicador de alta relevância para nossas operações, pois mostra que estamos conquistando metas importantes por meio de parceiros e clientes estratégicos que têm percebido como nossa operação logística pode trazer ganhos significativos em suas estratégias de negócios, seja por meio da postergação da nacionalização de cargas, regimes aduaneiros especiais, armazenamento prolongado, entre outros benefícios”, explica o CEO da Localfrio, Rodrigo Casado.

Os 1.703 contêineres movimentados em janeiro representaram alta de 59,2% se comparado ao mesmo mês de 2021, quando o volume chegou a 1070 unidades. Com essa alta, o market share da Localfrio no porto de Suape cresceu em torno de 50% no mesmo período analisado.

A Localfrio já havia encerrado o ano com uma elevada quantidade de contêineres armazenados em Suape, contabilizando 1580 unidades em dezembro e 14890 no acumulado de 2021. A marca verificada em janeiro ajudou a reforçar o crescimento da companhia na região tanto em volume (8%) como em participação no porto (2,6 p.p) em comparação a dezembro de 2021.

Parte do crescimento da Localfrio no porto de Suape se deve à estratégia de importadores em retardar a nacionalização de cargas para postergar o pagamento de impostos e outras taxas. “Frear a internalização das mercadorias contribui para ajustar o caixa e reduzir custos tributários, aumentando a procura por terminais retroportuários alfandegados”, diz Piero Grassi Simione, diretor comercial da Localfrio.

Outros fatores também têm impulsionado a busca por espaço nos terminais retroportuários da Localfrio. Os regimes aduaneiros especiais, como o de entreposto, é um dos diferenciais buscados neste momento. Com ele, os importadores conseguem fazer o desembaraço de suas cargas de forma fracionada, o que permite melhor planejamento do fluxo de internalização das mercadorias de acordo com a demanda. Além disso, o regime especial permite manter as mercadorias por até dois anos armazenadas com total suspensão de tributos, com possibilidade de reexportação para outros países.

Mais um fator que tem estimulado a busca de armazenagem nos terminais da Localfrio é o aumento da incidência de demurrage (taxa cobrada pelos armadores pelo atraso na devolução de contêineres). Este item pode impactar fortemente os custos de importação. A capacidade de armazenagem e a agilidade da Localfrio nas operações têm ajudado a aliviar esta pressão de custos para os clientes.

“O impacto do demurrage varia em função do porte dos clientes, produtos e tipos de contêineres utilizados, podendo variar de US$ 60 a US$ 300 por dia. É mais compensador transferir a carga para um armazém alfandegado e liberar os contêineres o mais rápido possível”, diz Simione. “Os terminais portuários são pontos de passagem das mercadorias e por isso a estrutura oferecida não atendente às necessidades dos importadores em suas demandas por serviços personalizados e prazos mais longos de armazenagem. Já os terminais retroportuários alfandegados possuem mais infraestrutura para armazenagem e oferecem ainda uma gama de serviços adicionais que os terminais portuários não oferecem”, completa.

A Localfrio é a única empresa do setor com terminais alfandegados localizados nos principais hubs marítimos de comércio exterior no país (Santos, Suape e Itajaí). A companhia se destaca ainda por ser dona do único terminal alfandegado frigorificado do Porto de Santos. A companhia é um dos maiores operadores logísticos de produtos químicos do País e, no Porto de Suape, detém a liderança de cargas de projeto para grandes parques eólicos do Norte e Nordeste.

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