Apelo

Lutador Vítor Belfort clama por informações nos 17 anos de desaparecimento da irmã Priscila

Priscila Belfort foi vista a última vez em 2003, no Centro do Rio de Janeiro

Luana Ponsoni
Luana Ponsoni
Publicado em 11/01/2021 às 8:50
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Vítor Belfort reuniu a família em apelo para que as pessoas forneçam informações sobre a irmã Priscila - FOTO: INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
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O lutador de artes marciais Vítor Belfort reuniu a família para fazer um apelo nas redes sociais por qualquer informação que leve ao paradeiro de Priscila Belfort. A irmã do lutador desapareceu no dia 9 de janeiro de 2004, após ser deixada pela mãe no trabalho, no Centro do Rio de Janeiro. A polícia trabalha com a hipótese de que Priscila foi sequestrada por traficantes do morro da Providência e assassinada no local, mas nenhum indício do corpo foi encontrado. Por esse motivo, a família segue na luta para encontrá-la.

No apelo divulgado nas redes sociais de Vítor Belfort, ele e a esposa Joana Prado fizeram questão de destacar os números que envolvem o desaparecimento de pessoas, inclusive de crianças e adolescentes, no Brasil. E aproveitaram a ocasião para conclamar às pessoas que não fiquem inertes diante do problema. Que se mobilizem para ajudá-los a encontrar Priscila, fornecendo informações.

"Há 17 anos a minha irmã Priscila desapareceu e nunca mais foi vista. Não conseguimos dar um último beijo, um último abraço, um último adeus. Mas o pior disso tudo é que não é a nossa família somente. Tem milhares de famílias que passam pela mesma dor", observou Belfort.

NÚMEROS

"Só para vocês terem uma noção, em torno de 80 mil pessoas desaparecem por ano no Brasil. Desse número, metade são crianças e adolescente. No lugar em que a Priscila desapareceu, no Centro do Rio de Janeiro, diariamente desaparecem 10 pessoas Outro dado importante é que de janeiro a outubro de 2019 foram relatados mais casos de pessoas desaparecidas do que de homicídio doloso" apontou Joanna Prado.

Vítor Belfort ressaltou ainda o fato de os filhos Kyara, Victoria e Davi jamais terem tido a oportunidade de conhecer a tia. Entre outras coisas, as crianças disseram que gostariam de abraça-la, de conversar com Priscila e de que ela fosse a seus jogos.

"E você vai esperar o que? Um familiar seu desaparecer? Vai ficar de braços cruzados, sem fazer nada? Você consegue? Nós queremos chamar você para essa luta, porque essa luta é nossa. Não podemos deixar esses números crescerem. Temos que nos unir e trazê-la de volta para casa. Porque é o seguinte, os nossos filhos não conseguiram conhecer a sua tia", disse o lutador.

 

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