'Subiu o tom'

Náutico e clubes da Série B pressionam CBF por resposta sobre ajuda financeira

Caso a entidade não responda até esta sexta-feira (29) às equipes, outras medidas mais enérgicas podem ser tomadas

Klisman Gama
Klisman Gama
Publicado em 29/05/2020 às 17:16
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Foto: Diego Nigro / JC Imagem
Para Edno Melo, passividade da CBF diante da situação dos clubes da Segundona precisa mudar - FOTO: Foto: Diego Nigro / JC Imagem
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Com a situação financeira complicada, e já tendo recebido a "surpresa" de um corte maior no repasse da parcela mensal da cota de televisionamento, os clubes da Série B pressionam a CBF por uma resposta quanto a um auxílio. A entidade destinou, em abril, uma verba de R$ 200 mil e R$ 120 mil para os times da Terceira e Quarta Divisão, respectivamente. Mas a Segundona ficou de fora. As equipes têm um pedido protocolado há mais de um mês, no valor de R$ 60 milhões a serem divididos entre os 20 participantes. O prazo que deram para a CBF responder se encerra nesta sexta-feira (29) e o Náutico, assim como os demais clubes, aguarda uma postura diferente da confederação.

"A CBF vem, simplesmente, se omitindo nesta questão. O que os clubes perfizeram não foi nada que a CBF não possa cumprir. Foram pleitos totalmente possíveis, e a CBF tem condições demais de cumprir. Existe uma união muito grande entre os clubes da Série B por esse assunto, porque abala a todos. Não é uma situação pontual, não é uma situação única. Todos os clubes estão sendo abalados por essa situação A gente tem um prazo,que acaba hoje, e vamos ver se realmente a CBF vai levar da maneira que está conduzindo, ou vai dar algum retorno para os clubes", cobrou o presidente alvirrubro, Edno Melo.

De acordo com as agremiações, esses recursos viriam do "Legado da Copa", fundo destinado pela FIFA à entidade máxima brasileira após a Copa do Mundo de 2014, para que fosse investido no futebol aqui no Brasil. Para que tivessem acesso a ele, precisariam comprovar o investimento de 50% do montante recebido nas categorias de base e futebol feminino em até 24 meses, ou tomar como empréstimo a ser pago até 2022, com os juros aplicados na infraestrutura para o desenvolvimento dos jovens e do time feminino.

Medidas possíveis

Caso a CBF não responda aos clubes até o fim desta sexta, eles podem tomar alguma medida mais enérgica para pressionar a entidade. Pois todos estão passando por dificuldades em mais de dois meses de paralisação do futebol por conta da pandemia do novo coronavírus. Apesar de destacar que não há acirramento de ânimos entre as partes envolvidas, o mandatário alvirrubro confirmou que as equipes podem ir atrás de alguma ação para tentar amenizar o problema.

"Não é uma situação que atinge a um clube, atinge uma competição e, sem os clubes, não existe competição. Que fique bem claro isso, não há nenhum tipo de animosidade ainda, não existe nenhum tipo de ânimos mais acirrados. A gente está tratando em alto nível essa situação, mas a gente precisa imediatamente de uma resposta para que a gente tome algumas atitudes", concluiu Edno Melo.

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