PANDEMIA

No Reino Unido, cerca de 100 crianças são internadas por semana com síndrome relacionada à covid-19

A síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica costuma aparecer algumas semanas depois da infecção pelo novo coronavírus

JC
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Publicado em 09/02/2021 às 13:55
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As reações inflamatórias costumam aparecer cerca de um mês depois da criança ter contraído o novo coronavírus, independente de terem desenvolvido um caso grave da doença - FOTO: FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
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De acordo com o jornal britânico The Guardian, o Reino Unido está sofrendo com o aumento de internações pediátricas causadas pela síndrome inflamatória multissistênica (SIM-P). Por semana, mais de 100 crianças estão precisando de atendimento hospitalar algumas semanas depois de serem infectadas com o novo coronavírus.

A SIM-P é um conjunto de reações do sistema imunológico que aparece após a covid-19. Os sintomas mais comuns são febre de até 40 graus, dores abdominais, queda na pressão sanguínea e manchas na pele. Nos casos graves, a síndrome pode evoluir para uma infecção generalizada. Um levantamento realizado pelo The Guardian apontou que crianças negras, asiáticas ou de minorias étnicas costumam ser mais afetadas pela doença. 

No início da pandemia, os médicos chegaram a desconfiar que as crianças teriam a doença de Kawasaki, onde um quadro inflamatório grave também é desenvolvido. Mas, com o tempo e o aumento no número de casos, foi possível perceber que a condição é nova e está associada à covid-19. 

As reações inflamatórias costumam aparecer cerca de um mês depois da criança ter contraído o novo coronavírus, independente de terem desenvolvido um caso grave da doença. Além disso, 80% das crianças que desenvolvem a síndrome eram consideradas saudáveis e não possuíam outras doenças pré-existentes.  

No Reino Unido, estima-se que uma em cada 5 mil crianças que contraíram a covid-19 desenvolveu a SIM-P. Apesar de ter estabilidade na proporção de casos, o número de internamentos está aumentando. No início da pandemia, 30 crianças eram internadas por semana, agora já são 100. 

A quantidade de crianças que pertencem a grupos sociais minoritários e que estão desenvolvendo a síndrome também está chamando a atenção dos médicos do país. De acordo com a infectologista Hermione Lyall, especialista em doenças infecciosas infantis do centro de pesquisas da Imperial College e da rede pública de saúde do país (NHS), 47% das crianças que tiveram a síndrome eram afro-caribenhas, enquanto outros 28% eram asiáticas. Na população total, esses grupos representam cerca de 14% da população.

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