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Com números da covid-19 em queda há 4 meses, Recife desativa mais um hospital de campanha

Este é o sexto hospital de campanha municipal do Recife a ser desativado

JC
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Publicado em 14/09/2020 às 10:58
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ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO PCR
O Hospital Provisório Recife 3 foi construído em um galpão desativado na Avenida Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul - FOTO: ANDRÉA RÊGO BARROS/DIVULGAÇÃO PCR
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Após dar alta a seu último paciente, o Hospital Provisório Recife 3 (HPR3), na Imbiribeira, Zona Oeste da capital, começa a ser desmontado nesta segunda-feira (14). A desativação foi anunciada no dia 1º de setembro, depois de quatro meses de queda nos indicadores da pandemia. Na ocasião, o prefeito Geraldo Julio explicou que a unidade não receberia novos internamentos, e que seria gradualmente fechada à medida que fossem dadas as altas. Sem mais pacientes, os equipamentos médico-hospitalares vão ser retirados, para então ter início a remoção das estruturas das paredes, teto e pisos.

Parte dos equipamentos será transferida para outras unidades de saúde municipais, como as maternidades e o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, em Areias. Outra ficará temporariamente guardada em galpões para caso a incidência da doença volte a subir e seja necessário reabrir mais leitos.

A Prefeitura do Recife informa que a desativação dos seis hospitais de campanha foi possível por conta da queda nos principais indicadores da pandemia. A cidade chegou aos seis meses de pandemia, na última sexta-feira (11), com redução de mais de 90% nos números de óbitos por covid-19, de 70% nas internações da rede hospitalar e de 50% nos atendimentos a pacientes com suspeita ou diagnóstico confirmado de coronavírus, na comparação do mês de maio - pico da endemia - com agosto.

Quando se leva em conta a data da morte, e não o dia da divulgação do resultado do exame laboratorial, o Recife registrou seus oito primeiros óbitos provocados pelo novo coronavírus em março. Em abril, o número já subiu para 482, mas atingiu seu ápice em maio, quando o município teve 1.133 mortes em decorrência da doença. Em junho, após as duas semanas de quarentena mais rígida, os óbitos já caíram para 363. A redução continuou em julho, quando a Vigilância Epidemiológica do Recife confirmou 205 mortes por covid-19, e seguiu no mês de agosto, com 112 óbitos, até o momento.

Este é o sexto hospital de campanha municipal do Recife a ser desativado. Com mais de 2.300 m² de área construída, a unidade foi erguida na área de um galpão desativado de uma empresa, na Avenida Mascarenhas de Moraes. O HPR 3 contava com 107 leitos, sendo 80 UTIs e 27 enfermarias. Mais de 500 pacientes passaram pelo hospital, administrado pelo Instituto Humanize de Assistência e Responsabilidade Social (IHARS).

O prefeito anunciou a desmontagem na manhã desta segunda. "Neste final de semana, o último paciente que estava internado recebeu alta e foi para casa. Eu quero agradecer a todos que trabalharam nesse hospital, especialmente a todos os profissionais de saúde que fizeram atendimentos nesta unidade e salvaram muitas vidas", falou.

"Hoje nós temos 77 pacientes internados nas UTIS da Prefeitura, sendo 33 do Recife, o que é o menor número desde o início da pandemia. É muito importante que todos continuem a prevenção para que a doença permaneça controlada em nossa cidade”, declarou Geraldo Julio.

Seis hospitais provisórios desativados

Em agosto, a prefeitura desativou o Hospital Provisório Recife 2, nos Coelhos, o maior hospital de campanha construído pela gestão municipal. Em julho, já haviam sido desativados leitos criados nas áreas externas do Hospital da Mulher do Recife, no Curado, e das Policlínicas Barros Lima, em Casa Amarela, Amaury Coutinho, em Campina do Barreto, e Arnaldo Marques, no Ibura. Todos eles permanecem com leitos de covid-19 nas áreas internas.

Juntos, os sete hospitais de campanha municipais chegaram a oferecer aproximadamente mil leitos para pacientes da covid-19. Somados a outras duas unidades de saúde municipais, propiciaram quase 17 mil atendimentos, mais de seis mil internações e mais 3.100 altas médicas. Mais de quatro mil profissionais foram contratados pela Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife e 10 mil equipamentos médico-hospitalares, além 3,5 milhões de equipamentos de proteção individual (EPIs), foram adquiridos.

Ao todo, foram desativados 693 leitos. Agora, o Recife conta com 355 leitos em funcionamento - 135 de UTI e 182 de enfermaria. Há 77 pessoas internadas em UTIs e 86nas enfermarias. Do total de 163 pacientes, 60% vieram de outras cidades. Após a desativação do HPR 3, o único hospital de campanha que continuará completamente em operação será o Hospital Provisório Recife 1, na Rua da Aurora, em Santo Amaro.

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