IMUNIZAÇÃO

Após recomendação do Ministério Público, Olinda desiste de vacinar jornalistas e radialistas contra covid-19

A prefeitura tinha anunciado a abertura do agendamento da vacinação para a categoria nessa quarta-feira (9)

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 10/06/2021 às 21:12
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JACK GUEZ / AFP
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o diretor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde pediu propina de 1 dólar por dose de vacina - FOTO: JACK GUEZ / AFP
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A Prefeitura de Olinda anunciou, nesta quinta-feira (10), que acatou a recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e, no momento, não irá vacinar profissionais da imprensa. A decisão veio um dia após a gestão informar que os agendamentos estavam abertos

Recomendação do MPPE destaca que jornalistas e radialistas não estão incluídos no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI), e nas pactuações de intergestores realizadas no Estado pela Comissão Intergestora Bipartite (CIB/PE), que incluem as Secretarias de Saúde municipais.

"Excluam imediatamente os grupos indevidamente incluídos no Plano Municipal de Vacinação, a exemplo do grupo de jornalistas e radialistas, das plataformas de agendamento de vacinas, bem como se abstenham de dar início ou continuidade à vacinação dos referidos grupos, sob pena de violação da legislação e dos atos normativos acima mencionado", diz a recomendação. 

Por conta disso, a prefeitura informou que, "mesmo considerando a categoria da imprensa como essencial e com grande exposição, em consequência do trabalho de cobertura da Pandemia da Covid-19, a Prefeitura de Olinda suspende a vacinação dos jornalistas e radialistas em cumprimento à recomendação do MPPE". 

Protesto por vacinação

Na manhã dessa quarta-feira (9), os sindicatos de Jornalistas e Radialistas de Pernambuco realizaram um ato para pedir a inclusão desses profissionais no grupo prioritário de vacinação contra o novo coronavírus. Apesar de a imprensa ser considerada essencial, a categoria não está incluída nesse grupo.

A gente entende que não se combate uma pandemia sem uma informação verdadeira e clara. E quem é responsável pela entrega dessa informação - necessária para todos -, são homens e mulheres que saem todos os dias de suas casas, se arriscam em hospitais e locais de ponto de vacinação, então é uma questão prioritária para a gente. Se o jornalista é uma categoria essencial para trabalhar desde o início da pandemia, ela também deve ser uma categoria essencial para receber a vacina", comentou o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope), Severino Júnior.

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