Eleições 2022

Fernando Filho afasta rumores de reaproximação do seu grupo com o PSB e defende 'projeto diferente' no Estado

Em entrevista, o deputado federal afirmou que o seu grupo vai se empenhar na formação de uma candidatura de centro-direita no Estado e que se o seu irmão, Miguel Coelho, for o postulante ao governo, FBC pode disputar uma vaga na Câmara Federal

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 29/03/2021 às 17:27
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Edmar Melo / Acervo JC Imagem
Até 2017, FBC (E) e Fernando Filho (D) eram filiados ao PSB do governador Paulo Câmara. Miguel Coelho, prefeito de Petrolina, deixou a sigla apenas em 2019 - FOTO: Edmar Melo / Acervo JC Imagem
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Filho do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o deputado federal Fernando Filho (DEM) garantiu que o seu grupo político - do qual também fazem parte o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), e o deputado estadual Antônio Coelho (DEM), seus irmãos - estará na oposição ao PSB durante a campanha eleitoral de 2022. Nos últimos meses, rumores indicavam que FBC vinha sendo cortejado por aliados do governador Paulo Câmara (PSB) para que regressasse à Frente Popular, mas nenhum dos envolvidos havia falado abertamente sobre o tema até o momento.

"A gente sabe dessas conversas que rolam no meio político, de pessoas mais ligadas ao Governo do Estado que torcem, trabalham ou espalham (essas informações). Não podemos dizer nunca, mas isso (uma nova aliança com os socialistas) não é o que está posto pelo nosso comportamento, pelas nossas entrevistas, pelas nossas andanças. Isso não é o que está no nosso mapa, do ponto de vista político e eleitoral. Nós queremos construir (para 2022) uma proposta e um projeto diferentes do que está aí em Pernambuco", afirmou Fernando Filho, durante entrevista ao radialista Alberes Xavier no programa Cidade em Foco, da Rede Agreste de Rádios.

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Até 2017, Fernando Bezerra e Fernando Filho eram filiados ao PSB, mas deixaram a sigla quando decidiram apoiar o governo de Michel Temer (MDB) enquanto os socialistas faziam oposição ao então presidente. Miguel, que também já foi do PSB, passou um tempo como dissidente na agremiação, mas entrou no MDB em 2019.

Em Pernambuco, o MDB, presidido pelo deputado federal Raul Henry, é da base de Paulo. Desde as eleições de 2018, porém, o grupo de FBC apoiou candidatos de oposição nos pleitos para o Palácio do Campo das Princesas e para várias prefeituras, como o Recife, por exemplo.

Nesta mesma entrevista, Fernando Filho também disse que torce para que a oposição chegue a um consenso sobre quem apoiar em 2022 e afirmou ter consciência que dois integrantes do seu grupo político não poderão ocupar a mesma chapa majoritária, Miguel como candidato ao governo e FBC como postulante ao Senado. No caso da candidatura de Miguel ser confirmada, detalhou o deputado, o hoje líder do governo no Senado poderia tentar uma cadeira na Câmara Federal ou até nem concorrer.

"Se as circunstâncias mostrarem que o melhor seria Fernando disputar o mandato de senador, a gente está em paz com essa decisão e vamos trabalhar para continuar esse mandato de Miguel em Petrolina, ajudar o mandato do senador Fernando Bezerra e encontrar um candidato a governador que possa aglutinar essas forças de oposição. Se, porventura, as pessoas acreditarem que o melhor nome seja de fato o de Miguel como candidato a governador, isso vai ser uma decisão que a gente vai tomar depois. Nesse caso, eu e o senador Fernando Bezerra vamos ter que conversar como nós iríamos enfrentar uma eleição para deputado federal, mas isso é uma coisa profissional, não diz respeito mais à formação da chapa majoritária", observou o parlamentar, já se colocando como candidato à reeleição.

Na ocasião, Fernando Filho também rechaçou a possibilidade do grupo político do qual faz parte apoiar uma candidatura a governador à esquerda, uma vez que, hoje, os Bezerra Coelho teriam mais afinidade com a centro-direita. "Todo mundo sabe da nossa relação e da posição que o senador ocupa hoje no governo do presidente Bolsonaro e a gente tem trabalhado para construir um palanque que possa ser de oposição ao governo do Estado e, evidentemente, que pela aproximação e pela posição que nós hoje ocupamos no governo federal, de que esse seja um palanque mais ligado à centro-direita, para que a gente possa apresentar uma nova proposta ao Estado de Pernambuco", finalizou o democrata.

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