DECLARAÇÃO

"Eu estou muito tranquilo", diz Lula sobre julgamento do STF que analisa a anulação das condenações

O plenário do Supremo Tribunal Federal analisa nesta quinta-feira (15) a decisão do ministro Edson Fachin que anulou condenações do petista

Rute Arruda Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Rute Arruda
Do jornal O Povo para a Rede Nordeste
Publicado em 15/04/2021 às 16:13
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Ex-presidente Lula concedeu entrevista à Rádio Salvador - FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse estar "muito tranquilo" com a análise do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), que ocorre nesta quinta-feira (15), sobre a anulação das condenações impostas ao ex-chefe do Executivo Nacional no âmbito da Operação Lava Jato. A declaração foi feita durante entrevista à rádio O Povo CBN.

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"Isso [o julgamento do STF] não tirou o meu sono porque estou muito tranquilo. Aliás, eu estou tranquilo desde que eu fui para a Polícia Federal porque eu tinha como objetivo provar que o [Sergio] Moro e o [Deltan] Dallagnol tinha montado uma quadrilha no meu caso", declarou.

Segundo Lula, o então juiz federal e o então coordenador da Lava Jato em Curitiba "tinham a necessidade de poder me envolver no processo da Lava Jato para me levar para Curitiba, porque era uma obsessão do Moro e do Dallagnol evitar que eu fosse candidato [nas eleições] em 2018".

"Nós agora estamos provando todas as mentiras que foram contadas ao meu respeito. É importante deixar claro, porque tem gente que gosta de fazer confusão, dizendo: 'ah, porque se votar o caso do Lula vai acabar com a Lava Jato. Vai destruir'. E não. Não vai acabar com a Lava Jato. Vai acabar no meu caso com as mentiras que eles contaram. Porque no dia do meu julgamento, o Moro, ao não ter provas e a não ter do que me acusar, me condenou por fato indeterminado. Então, se um juiz não tinha porque me condenar, por que que me condenou? ", continuou. 

Eleições para presidente em 2022

Em determinado momento da entrevista, Lula foi questionado sobre se lançar como candidato nas eleições de 2022, caso o Supremo Tribunal Federal decida por manter a anulação das condenações. No entanto, ele não confirmou. 

"Eu já disse várias vezes: eu não quero discutir eleições em 2021. Em 2021 eu quero discutir vacina para o povo brasileiro, eu quero discutir a ajuda emergencial para os milhões de brasileiro que estão passando fome, eu quero discutir uma política de crédito especial para pequenos e médios empresários poderem manter seu restaurante, sua loja, funcionando e gerando emprego. Eu quero discutir uma política de investimento em setores públicos para que a gente possa reativar a economia brasileira", comentou. 

Veja na íntegra a entrevista

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