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Após desistir de disputar a Presidência, Luciano Huck fala sobre ter de escolher entre Lula ou Bolsonaro

O apresentador era cotado para ser candidato pela chamada 'terceira via'. Agora, ele diz o que espera para a eleição de 2022

Cássio Oliveira
Cássio Oliveira
Publicado em 17/09/2021 às 12:53
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Luciano Huck (Imagem: Reprodução)
Luciano Huck desistiu dos planos de entrar na política para assumir os domingos da Globo - FOTO: Luciano Huck (Imagem: Reprodução)
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O apresentador Luciano Huck desistiu da possibilidade de disputar a Presidência da República, em 2022, e ainda não sabe quem deve apoiar no pleito do próximo ano. Em entrevista à revista Veja, desta sexta-feira (19), ele respondeu sobre uma possível terceira via, mas preferiu não citar nomes. “Estou muito mais no campo das ideias que no campo das pessoas. Se tudo estiver no projeto de alguém, terá o meu apoio. Não quero fulanizar”, disse.

Questionado sobre qual seria seu voto entre o ex-presidente Lula (PT) ou o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que podem ir ao segundo turno, pelo que apontam as recentes pesquisas de intenção de voto, o apresentador afirmou que não quer fazer essa escolha agora. “Prefiro contribuir para que não tenhamos só duas opções de escolha no ano que vem diante da urna eletrônica”, disse.

Luciano Huck explicou que a decisão de não se candidatar à Presidência da República não significa que ele deixará de participar do debate público sobre o Brasil e defesa da democracia. Ele era cotado como um dos nomes da chamada "terceira via", mas optou por renovar o contrato na Globo e assumir a apresentação do 'Domingão', substituindo Fausto Silva, o Faustão.

"Minha atuação vai continuar dentro e fora da TV. Muita gente falou que eu iria virar político, mas acho que já virei político faz tempo. Eu não pretendo sair do debate público", disse Huck, que listou alguns assuntos que considera importantes para o país. "Pensar sobre preservação das nossas florestas é política de meio ambiente. Cobrar vacina, tomar vacina e divulgar isso publicamente é política de saúde. Combater desigualdade de gênero, racismo e homofobia é política de direitos humanos".

Carreira política

Ele admitiu que pensou em ser candidato, mas em nenhum momento se decidiu pela carreira política. "O que eu tiro desse meu projeto é que temos de unir pessoas inteligentes, que estejam a fim de construir pontes entre quem tem e quem precisa", disse. Assim, ele é vago ao ser questionado diretamente se, no futuro, poderá mudar de ideia. "O maior desafio da minha vida começou há apenas quinze dias, e espero primeiro respeitar essa relação que tenho com a Globo e com o público".

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