Eleições 2022

Presidente do PT diz na Rádio Jornal que Lula não terá dois palanques em PE e eleva a pressão sobre o PSB

O dirigente petista voltou a destacar que o partido terá papel de protagonismo nas eleições de 2022 em Pernambuco

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 15/09/2021 às 18:39
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Presidente estadual do PT, Doriel Barros, participou do debate no programa Super Manhã da Rádio Jornal - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Em Pernambuco, apesar de ser incerto o cenário que resultará da reaproximação entre PT e PSB, é certo de que no Estado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá apenas um palanque nas eleições de 2022. A possibilidade de Lula vir a apoiar um candidato socialista e outro petista na disputa pernambucana, foi totalmente descartada pelo presidente estadual do PT, Doriel Barros, em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (15). 

"Nós não vamos ter aqui em Pernambuco, Lula dividindo dois palanques. Ou vamos estar juntos em um palanque com a Frente Popular ou vamos estar em um palanque buscando articular outros aliados, tendo o presidente Lula como nosso candidato", declarou o dirigente. 

Doriel destacou que o direcionamento do PT nos estados estará alinhado estrategicamente com o comando nacional do partido, ou seja, o foco é fortalecer as bancadas federais e estaduais para dar sustentação ao palanque de Lula nas eleições de 2022. 

"O PT é um partido que tem uma expressão muito forte e não é a toa que o presidente Lula lidera as pesquisas. Nós vamos buscar construir um ambiente e isso quer dizer que o PT pode estar aliado em alguns estados, ao mesmo tempo ele vai estar disputando em outros. Pernambuco é um estado importante para o nosso partido diante de toda a nossa história, e claro, que nesse ambiente de disputa política o PT se apresenta como partido com chances muito fortes de disputar o Governo do Estado e até mesmo fazer diálogo com a Frente Popular", declarou. 

Essa possibilidade de unir candidatos do mesmo campo político que possam vir apoiar o ex-presidente Lula, foi defendida pela deputada federal Marília Arraes, que tem colocado seu nome a disposição para concorrer como candidata. Ela, inclusive, foi citada por Doriel Barros ao ser questionado quais nomes o partido possui, caso lance um postulante próprio na briga pelo comando do Palácio do Campo das Princesas.

Barros também citou o nome do senador Humberto Costa, ressaltando o papel que o parlamentar vem desempenhando na CPI da Covid-19. "Temos nomes importantes para colocar nesse debate, mas evidentemente não tem definição nossa em relação a esse posicionamento. Estamos dialogando com nossa base e com os partidos", afirmou o petista. 

Candidato natural

Se de um lado o PT não abre mão de que as forças da esquerda possam caminhar juntas em direção a eleição do ex-presidente Lula a nível nacional, o PSB também não abre mão de lançar a cabeça da chapa majoritária na esfera estadual. O que acabar por pressionar ainda mais uma definição concreta pela retomada dessa aliança. 

"Se trata de um processo natural, há uma discussão de se buscar o consenso e ele se dá pelo partido que está liderando. De todos os partidos aqui de Pernambuco, certamente o PSB foi o que mais apresentou renovação de quadros", disse Sileno Guedes, também em entrevista à Rádio Jornal, nesta quarta-feira (15). 

>>André Campos diz que negativa de Geraldo Julio em concorrer a governador é 'estratégia': 'conversa tradicional de político'

O dirigente socialista voltou a explicar que o partido tem se organizado internamente com foco em fortalecer suas bancadas, mas que a discussão sobre quem será o candidato só será debatida em 2022. "Costumamos dizer dentro do PSB que o ano que não tem eleição, nós tiramos para organizar o partido, conversar com a militância. Nós temos o maior número de prefeitos em Pernambuco, filiados ao PSB. Então, estamos andando muito e conversando com os companheiros", afirmou. 

Apesar de enfatizar que o PSB vem apresentando bons quadros, seja de perfil técnico ou político, Sileno reforçou que o ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio, é o nome mais forte da sigla com condições de promover unidade em prol da sucessão do governador Paulo Câmara.

Até mesmo com a negativa do atual secretário de Desenvolvimento Econômico, de que não será candidato ao governo, Guedes destaca que ele é um "homem de partido" e que deverá seguir o que for determinado "no momento adequado". "O ex-prefeito Geraldo Julio tem uma característica muito peculiar, ele é focado no que está fazendo no momento. Ele está cuidando de ser secretário e auxiliar do governador Paulo Câmara", declarou. 

 

 

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