Eleições 2022

Para Paulo Câmara, PSB tem disposição para dialogar com Alckmin

O governador de Pernambuco disse que a direção nacional do PSB ainda vai procurar o ex-governador Geraldo Alckmin para conversar a respeito do futuro político do tucano

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 24/11/2021 às 16:23
HÉLIA SCHEPPA/SEI
O governador Paulo Câmara defende que é preciso abrir dialogo com quem deseja mudar a forma como o Brasil vem sendo governador - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Enquanto o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) avalia qual será o seu futuro político nas eleições de 2022, o PSB mostra que está disposto estreitar o  dialogo com o líder tucano. Segundo o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, a direção nacional do PSB ainda irá conversar com Alckmin, mas defende essa "é uma discussão que precisa ser feita". 

Vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro, ao ser questionado pelo JC, sobre como enxerga a possível vinda do ex-governador de São Paulo para a legenda socialista, Paulo Câmara explicou que o empenho do partido é "mudar a forma que o Brasil vem sendo governado". 

"É o tempo da política, a eleição é só no próximo ano, então tem construções a serem feitas. Agora, nós estamos muito empenhados desde o início de mudar a forma que o Brasil vem sendo governado, então todos aqueles que queiram nos ajudar a fazer essas mudança, nós vamos estar conversando, porque o Brasil precisa efetivamente de mudanças e mudanças profundas. Dessa forma que o PSB vai se conduzir", declarou o chefe do Executivo estadual, após o lançamento oficial do 5º chamamento público do Programa Força Local, realizado no Palácio do Campo das Princesas.

 

De acordo com um socialista em reserva, no primeiro encontro convocado pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, em Brasília, para tratar da possibilidade de filiar Geraldo Alckmin, o governador de Pernambuco participou mais como ouvinte, analisando os mais variados cenários a serem debatidos.

Paulo Câmara é apontado como uma liderança importante na articulação entre o PSB e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a direção nacional do partido já condicionou ao PT que o apoio nacional será encaminhado a partir das alianças a serem concretizadas pelos petistas em seis estados estratégicos: Pernambuco, Rio de Janeiro, Acre, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e São Paulo, considerado o mais emblemático até aqui. Essas amarras, inclusive, passam pela aceitação da filiação de Geraldo Alckmin, que também tem sido cortejado pelo PSD e União Brasil - a ser formalizado a partir da fusão entre o DEM e o PSL.

Essa não seria a primeira vez que o PSB abrigaria uma liderança em prol da aproximação com Lula. O deputado federal Marcelo Freixo, antes filiado ao PSOL, e o governador do Maranhão, que era filiado do PCdoB, migraram para a legenda socialista após acordo com ex-presidente. Ambos apoiam publicamente a pré-candidatura de Lula.

Conforme antecipado pelo JC, a direção do PSB iniciou um processo de consultas nos núcleos regionais para tratar da vinda do tucano. Nos bastidores, a discussão passa primeiro pela questão ideológica, já que Alckmin é uma figura histórica do PSDB. Ainda que os socialistas estejam dispostos a conversar com os mais diversos campos, o que não inclui apenas a esquerda, mas a centro-direita e a direita também, esclarecer isso para o eleitor não pode ser subestimado. 

Outro ponto central e que também tem sido visto internamente como fator chave para essa movimentação, é que a indicação do ex-governador Geraldo Alckmin, para a vice na eventual chapa com o ex-presidente Lula, poderia trazer ganhos importantes a longo prazo. Além disso, facilitaria o cenário de São Paulo, encabeçado pelo ex-governador Marcio Franca, que tem se colocado como pré-candidato em 2022.

 

 

 

 

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