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Miguel Coelho propõe PPP para cuidar dos serviços de saneamento e distribuição de água em Pernambuco

Segundo o pré-candidato a governador, a Compesa continuaria existindo, mas apenas para realizar a captação da água no Estado

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 27/04/2022 às 15:54 | Atualizado em 27/04/2022 às 15:54
Jonas Santos/Divulgação
Miguel Coelho (UB), pré-candidato a governador de Pernambuco - FOTO: Jonas Santos/Divulgação
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Ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a governador, Miguel Coelho (UB) afirmou na última terça-feira (26) que, caso eleito, pretende retirar da Compesa a responsabilidade pelos serviços de saneamento e distribuição de água, que passarão a funcionar através de parcerias público-privadas. O postulante frisou que, neste modelo, apenas a captação e o tratamento da água continuarão sendo feitos pela companhia.

"A Compesa vai continuar existindo, mas se dedicará exclusivamente à captação, à produção e ao tratamento de água. Toda a parte de distribuição da água tratada, coleta e tratamento de esgoto nós vamos conceder para a iniciativa privada, porque é como a gente vai conseguir capitanear os investimentos", observou o ex-gestor.

Segundo Miguel, com as mudanças será possível injetar mais recursos no setor sem, necessariamente, fazer o cidadão pagar mais impostos. "Com esse modelo, vamos garantir mais de R$ 8 bilhões em investimentos. Vamos pegar uma parte do serviço que não está funcionando e passar para o privado, que vai investir o dinheiro sem criar imposto para o povo pernambucano pagar", detalhou, durante live nas redes sociais.

A ideia do pré-candidato é ousada, fazer nos próximos quatro anos o maior investimento em abastecimento de água da história do Estado. "Pernambuco quer um governador que resolva o problema da falta d’água e que possa fazer da Compesa a empresa de água pernambucana, que vai continuar sendo, valorizando o quadro técnico, valorizando os concursados que lá estão, valorizando as pessoas decentes que fizeram e contribuem em relação a essa empresa que vai ser continuada", pontuou Miguel Coelho.

Ao ampliar o abastecimento do Estado com a concessão, o ex-prefeito avalia que será possível inclusive reduzir a tarifa de água e aumentar o número de pessoas isentas do pagamento, de acordo com a renda. Ele rebateu, ainda, o "populismo" de quem critica parcerias com o setor privado.

"Todos os mananciais, todos os rios e tudo aquilo que é fonte natural de água e de recursos hídricos são patrimônio de Pernambuco e do povo pernambucano. Ninguém vai conceder ou abrir mão disso. (...) O que nós queremos fazer é administrar melhor isso, porque o povo pernambucano está com sede, pagando imposto e o atual governo não está resolvendo o problema", frisou.

Durante a live, Miguel citou dado do Observatório do Saneamento Ambiental que aponta que a Compesa desperdiça metade da água tratada na distribuição para os lares do estado. Ele mencionou, também, que Pernambuco lidera o ranking de falta de água no Brasil, segundo o IBGE.

A transmissão ao vivo contou com as participações dos deputados estaduais Romero Albuquerque (UB) e Antonio Coelho (UB), além do pré-candidato a deputado federal Edson Vieira (UB).

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