Eleições 2022

'Pernambuco tem que ser a nossa prioridade', diz Miguel Coelho ao criticar nacionalização do debate eleitoral

Para o ex-prefeito de Petrolina, o pleito presidencial não deveria desviar a atenção dos problemas que os pernambucanos enfrentam diariamente

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 10/05/2022 às 13:51 | Atualizado em 10/05/2022 às 13:51
JONAS SANTOS/DIVULGAÇÃO
Miguel Coelho (UB), pré-candidato a governador de Pernambuco - FOTO: JONAS SANTOS/DIVULGAÇÃO
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Em entrevista à rádio Nova Quilombo, de Palmares, o pré-candidato ao Governo de Pernambuco, Miguel Coelho (UB), mais uma vez criticou o gesto de alguns postulantes ao Palácio do Campo das Princesas de nacionalizar o debate eleitoral do Estado. Para o ex-prefeito de Petrolina, o pleito presidencial não deveria desviar a atenção dos problemas que os pernambucanos enfrentam diariamente.

"Tem pré-candidato que quer só falar de Lula e de Bolsonaro, deixando de lado os problemas da gente", disse Miguel, na última segunda-feira (9). "O debate nacional precisa e será feito, mas a gente não pode colocar Pernambuco em segundo plano. Pelo contrário, Pernambuco tem que ser a nossa prioridade. Pernambuco tem que demandar todas as nossas energias, todas as nossas atenções, porque não temos mais tempo a perder. O povo quer que o próximo governador seja trabalhador ou puxa-saco de Lula ou de Bolsonaro?", completou.

Apesar de já ter dito publicamente que possui um "alinhamento de pensamentos" com Bolsonaro e de o seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), ter sido ministro em um governo petista, Miguel não declarou, até o momento, apoio público a nenhum pré-candidato a presidência. Na última semana, inclusive, ele chegou a afirmar que estaria ao lado do postulante ao Planalto que o seu partido, o União Brasil, determinasse. Até o momento, a sigla conta com a pré-candidatura de Luciano Bivar.

Na visão do pré-candidato, a polarização do debate pode levar a população do Estado a pagar uma conta alta no pós-eleição. "O PSB passou a culpar os outros de todos os problemas que precisamos resolver em nosso estado. Isso é falta de liderança e desonestidade com nossa gente. E o resultado está aí, com nosso estado numa situação deprimente. Pernambuco precisa de um líder que faça nossa estado voltar a ser grande, deixar de ser referência em miséria e em falta de serviços básicos. Na hora de resolver a bronca não vai adiantar se esconder ou jogar responsabilidade, o governador vai precisar melhorar a vida das pessoas independente do presidente que for eleito", disparou.

ESTRADAS

À rádio Cabo FM, também na segunda-feira, Miguel defendeu um amplo programa de recuperação das estradas pernambucanas, recentemente apontadas como as piores do País, de acordo com o ranking da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

"Se você olhar os últimos sete anos, foram os menores investimentos da nossa história, tanto em estradas como em infraestrutura de uma forma geral. E o que a gente defende é um programa urgente, amplo e permanente todo o ano, de pelo menos R$ 400 milhões, para que a gente possa recuperar as nossas estradas", detalhou.

Na ocasião, o ex-gestor também mostrou-se favorável à realização de parcerias com o setor privado para a administração de rodovias estaduais. "isso vai diminuir o custo do Estado, como também vai diminuir a carga tributária, ou seja, os impostos que as pessoas pagam", frisou Miguel.

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