Eleições 2022

Para Miguel Coelho, Paulo Câmara tenta enganar a população liberando recursos para a saúde atrasados desde 2012

O anúncio da disponibilização do montante de R$ 225 milhões foi feito pelo socialista na terça (10), durante reunião na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe)

Renata Monteiro
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Renata Monteiro
Publicado em 11/05/2022 às 14:32 | Atualizado em 11/05/2022 às 14:43
 Jonas Santos
Miguel Coelho (UB), pré-candidato a governador de Pernambuco - FOTO: Jonas Santos
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Ex-prefeito de Petrolina e pré-candidato a governador de Pernambuco pelo União Brasil, Miguel Coelho declarou, nesta quarta-feira (11), que o gesto do governador Paulo Câmara (PSB) de liberar, neste momento, recursos para aplicação na saúde de todos os municípios do Estado seria "oportunista e eleitoreiro". O anúncio da disponibilização do montante foi feito pelo socialista na terça (10), durante reunião na Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

"Mais uma vez, o Governo do Estado tenta enganar a população anunciando, a cinco meses da eleição, recursos para a saúde, após sucessivos atrasos nos repasses para os municípios. Desde 2014, o estado não realiza transferências para a atenção básica. Além disso, os recursos para o Atendimento Móvel de Urgências (Samu) não chegam aos municípios desde 2012. É uma medida claramente oportunista e eleitoreira", cravou Miguel.

Paulo Câmara afirmou que vai repassar R$ 225 milhões para os municípios pernambucanos de modo a ajudá-los em questões de saúde pública. O montante seria destinado a quatro políticas estratégicas, através de programas de cofinanciamento: Política Nacional de Hospitais de Pequeno Porte (HPP) - R$ 7.4 milhões; Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF) - R$ 97.5 milhões; Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) - R$ 62 milhões e Política Estadual de Fortalecimento da Atenção Primária (PEFAP): R$ 55 milhões.

Miguel Coelho, que é ex-secretário-geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), pontuou que os municípios passaram todos esses anos sendo penalizados pela falta de recursos e, agora, em ano eleitoral, podem testemunhar um movimento do Governo do Estado.

"Fortalecer o sistema estadual de saúde significa, antes de tudo, honrar os compromissos com as gestões municipais, hoje sufocadas pela política de represamento de recursos imposta pelo governo do PSB. Uma política de saúde se faz com diálogo e parceria, descentralizando ações e recursos que assegurem o acesso da população aos serviços", frisou o pré-candidato.

De acordo com o Governo do Estado, a entrega do montante prometido aos municípios será feita em dois blocos: as 178 prefeituras de cidades com até 200 mil habitantes vão receber a parte que lhes cabe em até cinco parcelas. Os demais municípios, com população superior a 200 mil habitantes, vão receber os recursos em três parcelas.

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