CINEMA

Entenda a diferença entre as condenações de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos

Filmes sobre o caso, lançados na Amazon, trazem o crime de volta ao debate público

Cadastrado por

Augusto Tenório

Publicado em 27/09/2021 às 18:20 | Atualizado em 29/09/2021 às 20:15
Carla Diaz interpreta Suzane Von Richthofen e Leonardo Bittencourt vive Daniel Cravinhos - DIVULGAÇÃO

Um dos crimes mais famosos do Brasil, o caso da família Richthofen voltou a pipocar o debate público. Isso acontece após o lançamento dos longas A menina que matou os paisO menino que matou meus pais. Tratam-se de obras complementares, lançadas simultaneamente no Prime Video, da Amazon, na última sexta-feira (24).

O crime chocou o Brasil em 2002, após o assassinato de Manfred e Marísia von Richthofen. Quatro anos depois, a Justiça, em julgamento realizado em 2006, condenou a filha do casal, Suzane von Richthofen, a 39 anos de reclusão e seis meses de detenção, mesma condenação dada ao namorado, Daniel Cravinhos. Já Christian, irmão do rapaz, pegou 38 anos de reclusão e seis meses de detenção.

Vale lembrar que, apesar da confissão dos irmãos sobre a autoria do crime, os depoimentos dos rapazes foram de encontro ao da jovem. Ela disse diz ter sido influenciada por Daniel a participar do assassinato dos pais, enquanto os dos Cravinhos acusaram Suzane de ser a mentora. Essa dualidade nos depoimentos é apresentada, paralelamente, nos dois filmes.

As sentenças de Suzane von Richthofen e dos irmãos Cravinhos

Os três foram condenados por duplo homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas. Ainda houve fraude fraude processual, pois o trio alterou a cena do crime. Cristian, porém, ainda foi condenado por furto.

Na sua residência em São Paulo, Manfred e Marísia von Richthofen foram assassinados enquanto dormiam. com golpes de barra de ferro, deferidos pelos irmãos Cravinhos. 

No caso de Daniel Cravinhos, a pena-base foi de 16 anos de prisão e 4 pelos agravantes para cada uma das mortes. A confissão, porém, diminuiu um ano (seis meses para cada morte). Ele também foi condenado a seis meses e dez dias-multa pela fraude processual.

Cristian Cravinhos, irmão de Daniel, teve pena-base de 15 anos (mais 4 anos pelos agravantes) para cada uma das mortes. A confissão também diminuiu seis meses para cada assassinato, mas o furto o levou a ser condenado a mais um ano de reclusão e pagamento de multa pelo furto e a seis meses de detenção e dez dias-multa pela fraude.

Já Suzane von Richthofen, filha do casal e namorada de Daniel, teve pena-base de 16 anos, além dos 4 pelos agravantes, para cada um dos assassinatos. Ela também teve seis meses a menos por cada morte, mas porque tinha menos de 21 anos quando o crime aconteceu. Pela fraude, ela também foi condenada a seis meses e dez dias-multa.

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