SAÚDE

Entenda o que é imunoterapia, tratamento que Celso Portiolli fará após retirada de tumor na bexiga

Após o procedimento endoscópico para a retirada do tumor, Celso Portiolli irá realizar sessões de imunoterapia; saiba o que é o tratamento

Lívia Maria
Lívia Maria
Publicado em 28/12/2021 às 20:25
Instagram/Reprodução
Celso Portiolli foi diagnosticado com câncer de bexiga - FOTO: Instagram/Reprodução
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Após Celso Portiolli revelar um diagnóstico de câncer na bexiga na manhã desta terça-feira (28) em suas redes sociais, o apresentador voltou a se pronunciar sobre o assunto à tarde, explicando que já retirou o tumor e está curado. Entretanto, Portiolli ressaltou que a partir do próximo ano irá iniciar um tratamento chamado imunoterapia, cujo objetivo é prevenir o avanço do câncer para outros órgãos.

O tumor na bexiga, em forma de pólipo, foi diagnosticado em Portiolli em fase inicial durante exames de rotina realizados pelo apresentador. Assim, as chances de cura são altas. Após o procedimento endoscópico para a retirada do pólipo, o apresentador irá realizar tanto a imunoterapia, quanto um tratamento intravesical dentro da bexiga.

Como é realizado o tratamento de imunoterapia?

Segundo o urologista Lessandro Curcio Gonçalves, consultado pelo site NaTelinha, o tratamento de imunoterapia consiste na aplicação da BCG, a vacina usada para tuberculose, diretamente na bexiga. “Ela induz uma reação inflamatória na bexiga e diminui a taxa de reincidência do tumor. Normalmente, a pessoa faz várias sessões, de seis a oito. Dependendo da agressividade da doença, você pode fazer por um ano ou por três anos”, explicou.

Nem todos os tratamentos de imunoterapia utilizam a vacina BCG como base. De acordo com informações do Centro Oncologia D’Or, vacinas de HPV e hepatite B também são capazes de induzir uma resposta imunológica do corpo para que ele seja capaz de combater o câncer sozinho. O tratamento é capaz de previnir formas mais graves de cânceres agressivos, como o de colo de útero, de cólon e de reto, além de frear o avanço do tumor para outros órgãos.

Em casos como o de Celso Portiolli, a vacina, que é um pó, é inserida com um líquido na bexiga por meio de uma sonda e após cerca de 15 minutos o paciente expele o líquido por meio da urina e pode voltar para casa. “Esse procedimento se repete por várias semanas e se faz um controle por cistoscopia, que nada mais é que uma endoscopia urinária", explica Lessandro Curcio.

Quais as chances de cura?

O sucesso do tratamento de imunoterapia depende da agressividade e do estágio em que o câncer foi descoberto. Se o tumor for de baixa agressividade, há chances de cura total.

Sobre a reincidência do tumor, o oncologista também explica que depende da agressividade do tumor, quantidade de tumores e se o câncer está “in situ”. O câncer in situ significa que é um câncer não invasivo, como é o caso de grande parte dos cânceres na bexiga. "A taxa de reincidência depende muito do grau de agressividade do tumor, da quantidade de tumor e se tem esse câncer in situ", pontua Curcio.

Para o diagnóstico precoce, os exames rotineiros são de grande importância. Celso Portiolli revelou que o pólipo encontrado na sua bexiga era pequeno e foi retirado facilmente. O urologista, entretanto, ressalta que nesse estágio a doença não costuma apresentar sintomas, mas que pode evoluir e, nesse caso, é comum surgirem sangramentos ao urinar e uma sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

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