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'Bruno Baptista e Jayme Asfora têm pressupostos similares e são apoiados pelo mesmo grupo político', diz advogado sobre disputa da OAB-PE

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 07/06/2021 às 17:24
Foto: Divulgação
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OAB/PE Unida

Por Ticiano Gadêlha, Advogado e Conselheiro da OAB/PE, em artigo enviado ao Blog

Gestão. Política. Advocacia. Palavras rotineiras nos acalorados diálogos sociais, especialmente em anos de eleição. Neste, a OAB/PE terá um curioso desafio: a sucessão de Bruno Baptista, presidente com altíssimo nível de aprovação, eleito em chapa única na disputa passada.

Nos últimos dias, Jayme Asfora, outro presidente que terminou a gestão com uma aprovação histórica, desabafou publicamente sobre algumas inquietações políticas. Procurador do Estado e político indignado com o caos em que o Brasil se encontra, apontou desafios na escolha de quem deve concorrer à sucessão de Bruno aumentando, ainda mais, a dificuldade na escolha da chapa da situação.

Em fartas palavras, como um excelente orador, Asfora deu margem para alguns críticos cogitarem discordância entre esses dois expoentes da advocacia. Contudo, é importante, mais do que nunca, citar o professor Carlos Eduardo Vasconcelos sobre a melhor verdade ser sempre o encontro delas: a harmonia consensual.

A harmonia entre os poderes é prevista logo no art. 2º da Constituição Federal brasileira e não por acaso: vem do latim, derivando do grego harmos, trazendo o significado de união, de concordância. Isso não se confunde com subserviência, com aceitação obediente, mas com o debate, com o resultado da profusão ativa e respeitosa de ideias. Atentos inexoravelmente à ética, com a qual tanto se preocupam estudiosos como Gustavo Henrique de Brito Alves Freire e Marcus Lins, a harmonia não é fim em si mesma, mas a forma sob a qual a advocacia é exercida.

Manter a gestão da OAB/PE com diálogos transparentes com o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, representando a advocacia e nunca a subvertendo, é a função primordial que será resultado do encontro daqueles dois líderes. Bruno e Jayme têm esses mesmos pressupostos e são apoiados pelo mesmo grupo político regido pelo consenso.

Não deveremos nos olvidar de que, como pensava Sartre, “todos os homens têm medo; quem não tem medo não é normal”. Que tenhamos receio do que não é debatido, mas jamais daquilo posto e que ocorra sempre de forma respeitosa e sem verdades imutáveis. Afinal de contas, advogar também vem do latim e significa estar junto e é assim que a advocacia precisa continuar: unida.

Ticiano Gadêlha, OAB/PE nº 29.088.

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