aos petroleiros

Lula diz que a defesa da Petrobrás tem que ser uma 'briga nacional', de toda a sociedade

Em vídeo, Lula diz que "A Petrobrás não é de um presidente, não é de um sindicato, não é de uma categoria, a Petrobrás é um patrimônio de 213 milhões de brasileiros"

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 15/08/2021 às 10:30
INSTITUTO LULA
Lula - FOTO: INSTITUTO LULA
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do segundo dia da IX Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros (FUP) – PlenaFUP, que se estende até este domingo (15/8), em formato virtual.

Em mensagem gravada em vídeo e citando o tema do evento “Energia para reconstruir o Brasil”, Lula destacou o privilégio do país em poder contar com diferentes alternativas energéticas, tendo autossuficiência no petróleo, e extraordinário potencial em energia hídrica, em biomassa e em eólica.

“O problema do Brasil não é dificuldade em escolher qual será sua matriz energética. O problema do Brasil é tentar utilizar todas para explorá-las da melhor forma possível”, afirmou.

Ele disse que nunca enxergou a Petrobrás como uma petroleira, mas sim como uma empresa de energia.

“Fizemos investimento na Bolsa, transformamos a Petrobrás na terceira empresa de energia do mundo, e agora ela está sendo desmanchada, deteriorada, vendida aos pedaços. E o Brasil começa a importar derivados, principalmente gasolina e óleo diesel, quando antes exportávamos derivados”, ressaltou.

Dirigindo-se aos petroleiros, o ex-presidente destacou que “a Petrobrás é um patrimônio nacional e vocês precisam transformar toda e qualquer briga em defesa da Petrobrás em uma briga nacional. Não é apenas entregar um panfleto para o cara que está com o jaleco laranja da Petrobrás. Tem que entregar o panfleto para o cara que está desempregado, para o cara que está atravessando a barco, pegando um trem na Baixada Fluminense para ir trabalhar, o cara que está entrando para trabalhar no banco representando o sistema financeiro”.

Em seguida à mensagem de Lula, foi lançado o livro “Operação Lava-Jato: Crime, Devastação Econômica e Perseguição Política”, realizado a partir de estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), encomendado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

"A Operação Lava Jato foi deflagrada em 2014 para investigar esquemas de corrupção na Petrobrás, mas transformada numa manobra político-midiático-judicial", acusam.

O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, disse que a operação Lava Jato conseguiu também atacar a moral dos petroleiros.

Ele lembrou que a greve da categoria, realizada em 2015, teve como pauta de discussão o futuro da Petrobrás e do Brasil.

O estudo do Dieese/CUT diz que a Lava Jato resultou em prejuízos de R$ 85,8 bilhões com a perda de massa salarial. O Estado deixou de arrecadar R$ 47,4 bilhões em impostos, e o Produto Interno Bruto (PIB) do país deixou de crescer 3,6% entre 2014 e 2017.

O Brasil ainda perdeu R$ 172,2 bilhões em investimentos no mesmo período, montante 40 vezes maior do que os recursos que a operação informa ter recuperado e devolvido aos cofres públicos.

Também desapareceram 3,5 milhões de empregos entre 2014 e 2017, e a implantação de outros 3 milhões de postos de trabalho foi paralisada.

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