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VIOLÊNCIA

Quase 600 crianças e adolescentes morreram violentamente em Pernambuco em 2020, alertam Unicef e FBSP

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 24/10/2021 às 19:21
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Diego Nigro/JC Imagem
Campanha por uma rede de proteção a crianças e adolescentes foi lançada no Recife no dia 3 - FOTO: Diego Nigro/JC Imagem
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Levantamento inédito, realizado pela UNICEF e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que, em Pernambuco, 589 crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta em 2020. O número integra o Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado pelas entidades recentemente.

De acordo com o documento, 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de 0 a 19 anos foram mortos de forma violenta no Brasil. O panorama ainda aponta que há diferença no tipo de violência mais comum, a depender da idade.

As crianças, diz o Panorama, morrem geralmente em decorrência da violência doméstica, perpetrada por um agressor conhecido, assim como nos crimes de violência sexual. Já no caso dos adolescentes, as mortes ocorrem, majoritariamente, fora de casa, como resultado da violência armada urbana e do racismo.

"A violência contra a criança acontece, principalmente, em casa. A violência contra adolescentes acontece na rua, com foco em meninos negros. Embora sejam fenômenos complementares e simultâneos, é crucial entendê-los também em suas diferenças, para desenhar políticas públicas efetivas de prevenção e resposta às violências", afirma Florence Bauer, representante do UNICEF no Brasil.

Os dados do Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil foi foram obtidos pelo FBSP através da Lei de Acesso à Informação (LAI).

Foram solicitados a cada estado brasileiro os dados de boletins de ocorrência dos últimos cinco anos, referentes a mortes violentas intencionais (homicídio doloso; feminicídio; latrocínio; lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial) e violência sexual (estupros e estupros de vulneráveis) contra crianças e adolescentes.

Essas informações não são sistematicamente reunidas e padronizadas, tratando-se, portanto, de uma análise inédita e para a prevenção e a resposta à violência contra meninas e meninos.

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