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DÍVIDA

Breno Calixto aciona Santa Cruz na justiça e cobra quase meio milhão de reais; Joaquim se posiciona

O presidente do Santa Cruz também falou sobre o caso do zagueiro Eduardo Grasson, que teve seu pré-contrato rescindido na última semana

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 14/12/2021 às 14:20 | Atualizado em 19/12/2021 às 16:22
BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
Breno Calixto teve seu contrato renovado com o Santa Cruz, mas acabou ficando de fora dos planos do clube para 2022 - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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Com informações de Igor Moura, da Rádio Jornal

A ligação entre Breno Calixto e o Santa Cruz ainda está longe de acabar. Fora dos planos do clube Tricolor, o zagueiro de 29 anos acionou a justiça por uma dívida referente a salários atrasados. Somando com cláusulas compensatórias, já que o atleta alega dispensa de forma imotivada, o valor pedido chega perto dos R$ 500 mil.

Entre a relação das coisas que entraram para a cobrança, estão quatro meses de moradia e de imagem (agosto, setembro, outubro e novembro), três meses de carteira (setembro, outubro e novembro), férias e 13º proporcionais a esse período. Os valores da dívida ultrapassam os R$ 100 mil, mas o atleta pede R$ 470 mil, somando cláusulas compensatórias e honorários.

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Segundo o representante de Breno Calixto, o advogado João Vilaça, houve uma tentativa de acordo, mas o valor oferecido pelo Santa Cruz foi abaixo do esperado pelo atleta - pagamento de R$ 40 mil de forma parcelada -.

"O Breno já tentou entrar em contato com o clube para fazer negociação do que estava em atraso, mas não obteve retorno. Aí foi o momento em que ele entrou em contato com o meu escritório para buscarmos alguma solução. Optamos, por bem, fazer outra tratativa extra-judicial para solucionar aquele conflito que seria: receber os salários de agosto, setembro, outubro e novembro por completo. Só que na tratativa que eu tive com o jurídico do Santa, a proposta foi muito aquém do esperado", contou o advogado.

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Já em entrevista à Ralph de Carvalho, na Rádio Jornal, o presidente do Santa Cruz, Joaquim Bezerra, afirmou que tem negociado com diversos atletas para receber a partir de janeiro do ano que vem. O mandatário Coral também levantou a hipótese de que a ação de Calixto teria sido uma forma de pressão.

"São mais de 7 ou 8 atletas negociados para receber a partir do ano que vem. A partir do final do mês janeiro, quando o Santa Cruz volta a ter público no estádio, volta a ter renda dos seus patrocinadores. Então, por conta de 30 dias você ajuizar uma ação trabalhista, talvez seja forma de pressão. Mas nós não vamos ceder à pressão. Vamos contestar e discutir, no momento que for próprio, um acordo com esse jogador", realçou Joaquim.

Breno Calixto fez 15 partidas pelo Santa Cruz e chegou a marcar um gol. Com ele em campo, o Tricolor venceu duas vezes, empatou sete e perdeu seis. O atleta chegou a renovar com o clube Coral durante a reta final da Série C até 2022, mas acabou ficando de fora dos planos do Santa Cruz para a próxima temporada. 

Caso Grasson

Com o pré-contrato rescindido, o zagueiro Eduardo Grasson sequer pisou no Arruda e já se despediu do clube após descumprir acordo e não se apresentar ao elenco na última semana.

Em contato prévio com o Blog do Torcedor, o diretor jurídico Tricolor, Lucas Valença, contou que os próximos passos do Santa Cruz seria acionar a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) para cobrar uma indenização ao atleta pelo descompromisso.

Por outro lado, Joaquim Bezerra afirmou que a ação do jurídico ainda está em análise, para avaliar os caminhos que podem dar melhores resultados para o Santa Cruz.

"A gente está analisando isso com o jurídico do clube. Eu não tenho ainda uma posição formada. Isso foi objeto de uma reunião que nós fizemos ontem (13) à noite e que o jurídico, agora, vai ter que dar uma estudada no caso e passar as opções para a gente quais são as opções que a gente tem para fazer isso. Porque não adianta simplesmente ajuizar uma coisa que você não venha a ter um resultado", disse Joaquim.

"Mas é importante tomarmos uma medida para que esse tipo de prática não seja comum dentro do clube nem dentro do futebol. Se você assinou um pré-contrato, ele precisa ser honrado. Se o clube tem que honrar, o atleta também precisa honrá-lo", completou.

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Mesmo assim, o presidente do Santa Cruz tem o desejo de correr atrás do prejuízo e fazer a cobrança ao atleta, que acabou descumprindo o pré-contrato.

"Por mim, a gente precisa cobrar. Existe a multa, a gente vai cobrar. Porque se fosse o contrário, ele teria cobrado como somos cobrados por tantas outras, e por tantas outras multas que às vezes a gente nem deve. Então o Santa Cruz precisa [cobrar], para manter o respeito e equilíbrio das relações e ele [Grasson] precisa vir a executar o contrato que existe", concluiu o mandatário Tricolor.

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